Oxford pelos olhos de uma intercambista (parte 2)

Eai futuros/ex intercambistas , vamos falar sobre programas culturais em Oxford?

Se você tem Oxford como próxima parada, senta aí e começa a anotar, são dicas de ouro pra você não ficar sem ter o que fazer nessa cidade maravilhosa. E se você -ainda- não tiver Oxford no roteiro, espero que consiga fazê-lo mudar de ideia.

Pois bem, começando pelo fato de que eu sou apaixonada por coisas medievais. Me deparar com a grande maioria dos 38 colleges de Oxford foi como estar num livro de história, quando levando em consideração que as universidades, em sua maioria, são localizadas em antigas construções (lê-se castelos) da cidade. Pense numa pessoa que ficou apaixonada e registrando tudo em vídeos e fotos: eu!

  • Open days: quem aí já ouviu falar? Se escutar alguém comentando sobre isso, cola nela que é sucesso. Os open days são nada mais nada menos do que dias (normalmente sábados e domingos) em que as faculdades abrem suas portas para todo mundo que quiser visitar os campus. Na maioria das vezes, eles não cobram nada por isso, no máximo colocam uma plaquinha na entrada indicando que você pode dar “o quanto você quiser”, e esse dinheiro normalmente é revertido para uma instituição de caridade.IMG_1289.jpg
    Quando estive em Oxford, tive a sorte de pegar um final de semana de open days, e pude visitar 15 universidades (se não estiver errando as contas). Fiz até mesmo um vídeo (#Aloucadosvídeos) com vídeos e fotos de algumas delas, e prometo colocar no youtube qualquer dia desses.
  • Parques: não tem como negar que meus olhos brilham só de pensar em passar a tarde no parque com os amigos. Vale constar que boa parte desse amor todo que eu sinto por aqueles gramados verdes cheio de jovens (alguns jogando algum esporte, outros apenas sentados conversando e comendo/bebendo algo) deve-se aos meus amigos muito habilidosos, João Pedro e Wayne. O João (como quem já leu esse posts deve saber)  garantia que nenhum momento passasse em branco, tirava foto de tudo, inclusive das caretas que eu fazia enquanto reclamava pedindo pra ele parar com os clicks. E o Wayne arrasava no violão! Música+fotos+amigos+comidas+bebidas= <3-South Park: fica por trás do Tesco da Cowley Road. Lembro que no período entre outubro->dezembro começou a ficar muuuito frio e por isso, era impossível ficar no parque se não tivesse bem agasalhado. Além de tudo chovia quase todos os dias -mesmo quando o dia começa com um solzão? Sim- e a dica é ir com alguma botinha fácil de limpar, nada de tênis bonitinho ou sapatilhas. A dica pra o South Park é andar até os “fundos” do parque, onde a grama é mais elevada. Lá de cima você tem uma vista surreal da cidade, vale muito a pena (preciso dizer que no pôr do sol fica ainda mais lindo?).IMG_1956
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    -Christ Church: mais conhecido pelo seu dining room do que por qualquer outra coisa, o Christ Church que também é um College e tem um parque maravilhoso, ganhou atenção quando o Dining Room foi usado como inspiração para os filmes de JK Rowling, Harry Potter. Ao contrário do que muitos pensam, o filme não foi gravado lá, mas o espaço foi minunciosamente copiado e recriado em um estúdio, onde ocorreram as gravações. Vale muito a pena conhecer o College, principalmente se você for fã de Harry Potter. Por ser muito perto do centro, é o destino preferido para comer alguma coisa no intervalo do almoço, para fazer piquenique a tarde ou até mesmo para dar uma volta.

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  • Museus: tenho que assumir que sou muito cri cri pra gostar de museus. História sempre foi uma das minhas matérias preferidas e eu amo coisa antiga, vivo falando “acho que nasci na época errada” pelo fato de amar histórias medievais, castelos, o jeito como as mulheres se vestiam antigamente com aqueles vestidos longos e rodados… Mas passar horas e horas andando e vendo quadros e estátuas não é muito minha praia, então tenho uma teoria de que quando eu gosto, é porque o museu é muito bom mesmo #selogiovanadegarantia kkkk. Então, os que vou indicar aqui, são os que eu realmente gostei.
    -Ashmolean Museum: maravilhosa a arquitetura externa do museu -que é o museu público mais antigo da Inglaterra- e por dentro é super moderno, muito legal mesmo! Tem umas áreas interativas e restaurante (tanto interno, quanto um no rooftop, com uma vista linda!). Vale a pena ir.oxford-cf-eatdrink-oxford-ashmolean-roof-terrace-ks-restaurants-gastro-pubs-2126-large
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    -Natural History Museum: dentro do museu tem o Pitt Rivers Museum, que contém a coleção de objetos antropológicos e arqueológicos da Oxford University. Vale muito a pena ir.

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  • Bridge of Sighs: a ponte -acredito que seja a mais famosa de Oxford- liga o Hertford College e o New College Lane. É parada obrigatória para fotos!DSC02381.JPG
  • Door that inspired Narnia: curiosidade, mas que vale a pena a parada. Essa porta é alvo de muitos flashes ao longo do dia, por ser conhecida como a porta que inspirou a porta do filme de Nárnia, além de ser muito bonita. Fica entre a High Street e a Radcliff Camera.IMG_1341.jpg
  • Botanic Gardens: apesar de haver momentos em que parecia que eu já conhecia Oxford como a palma da minha mão, tiveram lugares que eu não cheguei a ir -que pena ein Pai, acho que vou ter que ir lá qualquer dia desses- e um desses lugares foi o Botanic Garden. Quem me conhece sabe o quanto eu sou apaixonada por flores, e não tem explicação eu nunca ter ido lá. Sempre babei nas fotos, mas no dia que eu marquei com meus amigos de finalmente conhecer o Botanic Garden, já estava fechado. E isso foi no meu penúltimo dia em Oxford, ou seja, perdi a chance! Mas, como eu sei que esse lugar é maravilhoso, faço questão de indicar, tenho certeza que ninguém vai se arrepender de ter ido, e sim de não ter ido!IMG_6190
  • Oxford Castle: o “castelo” não é nada impressionante, principalmente quando comparado com as 38 universidades que existem nos arredores de Oxford, que como já disse anteriormente são verdadeiros castelos. O Oxford Castle teve boa parte da sua estrutura destruída na Guerra Civil Inglesa no séc 18, e ainda no final desse século foi usado como prisão. Apenas em 1996 deixou de ser prisão e passou a ser um hotel -da série coisas que só acontecem na Europa- clica aqui pra entrar no site do hotel. Dica: na frente do castelo tem um morro que você paga 1 pound (se eu não me engano) pra subir e ver o por do sol lá de cima é a coisa mais linda do mundo, vale a pena!

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  • Bodleian library: foi inaugurada em 1602 com um acervo de 2000 livros. Hoje, tem 9 milhões de livros espalhados por 176 quilometros de prateleiras, e podendo acomodar até 2500 leitores. Será que é grande? Ainda preciso dizer que vale a pena a visita? Ps: fica logo na frente da Radcliff Camera, e ao lado da Bridge of Sighs.

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  • Radcliff Camera: um dos pontos turísticos mais falados de Oxford, a famosa biblioteca da Oxford University foi construída em 1749. Não consegui visitar a parte interna, mas se você der sorte, vai pegar algum Open Day.IMG_6490
  • Punting: antes de ir para a Inglaterra não fazia a mínima ideia do que se tratava, mas a partir do momento que coloquei os pés lá vi o quanto o britânicos e turistas adoravam esse esporte -sim, punting é um esporte- e o quanto é lindo ver os rios cheios de barquinhos, seja com casais tomando um vinho com uma cesta cheia de comida, como com adolescentes se divertindo ao tentar guiar o barco. Bom, obviamente o meu caso se encaixa melhor no segundo exemplo. Todo meu amor por punting deve-se a um dos melhores dias do meu intercâmbio em Cambridge. Poderia escrever um textão contando como foi engraçado quase cair enquanto tentava fazer o nosso barco seguir em uma linha reta sem bater em nenhum outro -sim, minhas amigas ME escolheram pra ser a pessoa que fica em pé “remando”, fofas- ou como perseguimos um barco porque nele estava um menino muito parecido com o Cody Simpson (rolou até foto, coitado do menino), ou como foi engraçado e desesperador quando Duda quase caiu quando tentou me substituir, ou como estávamos nos sentindo as famosinhas do rio quando pessoas de outros barcos passavam por nós falando frases motivadoras para a gente sair do canto, rindo e até mesmo tirando fotos nossas. Foi de longe um dos melhores dias, por isso, recomendo muito!
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    Punting em Oxford

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  • Ice skating: a Kings (colégio em que estudei) sempre organizava uma programação semanal para termos o que fazer no tempo livre. E uma das programações era Ice Skating. Não cheguei a ir com o colégio, mas fui um dia com a Maju, uma amiga que conheci lá, e foi muito bom, sem falar que não pagamos nada por isso. Não lembro a localização exata, até porque a gente se perdeu no caminho, mas se você estiver em Oxford, procura saber se tá rolando ice skating por aí, vale muito a pena!IMG_5216.jpg
  • Cinema: nada melhor que um cineminha naqueles dias que você tá deprê! Fui várias vezes no que fica perto da estação de ônibus. A única coisa chata é que não tem muita variedade de filmes, mas é sempre uma boa pedida nos dias mais parados.

Então, paro por aqui o post sobre passeios/ programas culturais, e já começo a me preparar para escrever sobre a bagaceira vida noturna. Espero que tenham gostado! Qualquer dúvida fiquem a vontade pra falar comigo, vou adorar ajudá-los e dar ainda mais dicas do que eu puder.

Beijos e até a próxima!

 

 

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Oxford pelos olhos de uma intercâmbista (parte 1)

Pra começar, a primeira coisa que você tem que saber é que pegar ônibus é muito fácil! Você vai se perder? Talvez. Vai se distrair e passar da parada? Muitas vezes. Vai se estressar porque por 1 minuto perdeu o ônibus? SIM. Mas tudo isso é normal, você tá na Inglaterra, então para de reclamar!

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Pra chegar no centro, ou como eles falam: City centre, você pode pegar o ônibus 10, 5 ou U5 (que é o top dos tops, porque os estudantes da Brookes University tem um desconto pra andar nesse bus, ou seja, só da gato kkkk é o ônibus mais badalados de todos, ainda mais quando se trata de uma sexta-feira ou sábado a noite).

A dica que minha host mom me deu no primeiro dia pra eu não me perder na hora de descer na parada do City Centre e que vale a pena repassar pra quem está chegando agora em Oxford é: “viu a torre com o relógio? Então você está no centro, pode descer do ônibus”. Essa torre é a Carfax Tower, que por sinal tem uma vista muito bonita da cidade e custa apenas 2 libras pra subir!

As dicas de hoje vão ser de restaurantes. Aguardem dicas de Pubs, baladas, programas culturais e outros nos próximos posts…

# RESTAURANTES NO CITY CENTRE:

  •  Fernando’s Café (restaurante brasileiro):  TUDO é bom, e num preço MUITO bom também (em média 5,50 libras), o que significa menos que a metade do preço da maioria dos restaurantes italianos, por exemplo. Até a salada é uma delícia! Fica logo embaixo (à direita) da Carfax tower.

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  • Eat, Pret a Manger, Costa Coffee, Starbucks, Rick’s: seguem o mesmo estilo, todos tem sanduíches para viagem, frutas, iogurtes, cafés, chás e afins. Mas de longe o Pret a Manger e o Rick’s são os meus preferidos (com exceção do chocolate quente do Costa que é the best). O Pret a Manger além de ser orgânico, é tudo preparado no dia, além de oferecer sopas (que não tem no Costa Coffee e Starbucks, por exemplo) e até mesmo sushi! Já o Rick’s, que eu também já falei aqui antes (clica aqui pra ler mais), tem o melhor sanduíche da Cowley Road, e também crepes (servidos até as 16:30).

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  • Itsu: paixão da vidaaaa!!! Melhor lugar para comer sushi, é tudo já pronto no prato, você só precisa escolher e pagar. Ps: se falar que vai comer lá no restaurante eles cobram uma taxa extra, dica do dia é falar que vai levar pra viagem e comer lá dentro na cara de pau kkkk ou realmente comer fora com os amigos. Tem um parque muito legal que eu costumava almoçar estilo piquenique com meus amigos: Christ Church (vou tentar colocar um mapa aqui pra explicar tudo pra vocês).
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  • Covered Market: é um mercado coberto, como o nome já diz, que fica na frente da parada de ônibus que desce no centro. Ir pra Oxford e não dar uma passada nesse mercado é que nem ir pra o Rio de Janeiro e não ir no Cristo Redentor!
    Indico um restaurante de sanduíches, que eu esqueci o nome. Acho que era o melhor restaurante de sanduíches do centro e tinha muito brasileiro trabalhando lá (muito bom pra conversar quando a saudade de casa bater e pra pedir umas dicas da cidade!). Fica na frente do quiosque de milshake Moo-moo’s (resisti provar com medo de ficar viciada, mas todo mundo que eu conheci lá era apaixonado por esses milkshakes, inclusive meus irmãozinhos). Esse quiosque fica do lado do tão falado Ben’s Cookies (esse não deu pra resistir! Só provando pra entender o meu amor e o de todo mundo que já provou) é uma mistura de cookie com bolo, com um recheio derretido e bem quentinho, além de ser muuuuito cheiroso, (clica aqui pra ler mais)! Se passar na frente do Covered Market você já sente o cheiro.

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    Outro lugar de sanduíches muito bom lá no Covered Market, que não perde pra o sem nome que eu citei acima, é o Georginas Coffee Shop.


    Ainda no mercado tem o meu lugar preferido de oxford, o The Varsity Club, fica no telhado do Covered Market. A entrada é uma porta um tanto quanto escondida, perto de um quiosque de flores logo na entrada do mercado (a da ponta mais perto da Carfax Tower). São uns 4 andares até chegar no terraço. Lá de cima da pra ver a cidade inteira, e no por do sol fica a coisa mais linda do mundo! É bom tanto pra ir tomar um café e aproveitar pra ver o por do sol, ou chegar já no por do sol e estender para a noite tomando uns drinks! ❤ muito amor por esse lugar.

  • Restaurantes italianos:
    – O Zizzi tem pizzas deliciosas e fui algumas vezes com meus amigos.
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     – Bella italia tem o melhor macarrão a carbonara da cidade (só não ganha do frango com molho carbonara do restaurante brasileiro).

    Ask italian era meu preferido dos 3 restaurantes italianos, lugar muito aconchegante, tinha um risoto de funghi delicioso! Meu host father já trabalhou lá, quando adolescente, como garçom e foi onde ele conheceu minha host mother ❤ carinho especial por esse lugar.
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  • Chatime – o melhor bubble tea da VIDA! Pra quem também é de recife: depois de provar o Chatime, quando voltar para Recife e for tomar aquele bubble tea do shopping, vai ficar pensando “mas que merda é essa????”.
    Indico o banana milk tea com pearls e sem açúcar! É maravilhoso!!!!
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  • Crepe de rua na frente do Westgate Mall: se tem crepe melhor do que aqueles de rua, eu quero saber! É muito bom e prático 🙂 Além do mais quando você tem a sorte de ser atendida por um gato que nem esse da foto, é de esperar calada e ainda achar boa a demora kkkkk.
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  • Byron: não fui no de Oxford, porque não sou muito fã de hambúrguer, mas fui nesse restaurante quando estive em Cambridge. Era do lado do colégio em que eu estudava e a melhor opção quando o almoço não era bom. Não me lembro do hambúrguer em si, devo ter gostado… Mas o milkshake de oreo me lembro até hoje kkkk dos deuses! Indico só pelo milkshake, se o hambúrguer for bom mesmo é lucro!

    # RESTAURANTES NA COWLEY ROAD:

  • Nando’s: é típico! (E também tem no city centre). Tem uns galetos picantes muito bons, hamburguer de frango, e umas comidinhas “de verdade” tipo purê, arroz… (fugindo do sanduíche nosso de cada dia).
  • Beet Root: restaurante orgânico delicioso. Lá você pode montar sua própria salada (como a da foto), e ainda levar pra viagem. Me salvava quando o almoço do colégio não era bom e eu tinha que ir em algum restaurante perto, bom e rápido.
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  • George & Delila: lanchonete muito top pra estudar a tarde e comer um docinho, seja um brownie com sorvete ou sorvete no potinho (os melhores sabores: cookies and cream e pistache). Sem comentários para os sanduíches -CALMA QUE SÃO DE BISCOITO (prometo não indicar mais sanduíches)- recheado com sorvete, e o waffle também com sorvete. Quer jacar? Então estamos falando do lugar certo.# RESTAURANTES QUE NÃO FUI EM OXFORD, MAS FUI EM OUTRAS CIDADES:
    Levando em consideração que é a mesma rede de restaurantes, indico pelo que eu fui, então espero que os de Oxford não decepcionem.
  • GBK, restaurante de hambúrguer, dizem que é o melhor. Como já disse antes, não sou muito fã de hambúrguer, mas na época que estudei em Cambridge comi no GBK com minhas amigas e lembro que o que mais me chamou a atenção, na verdade, foram as batatas fritas bem fininhas e crocantes. Mas vale a dica, segundo meus amigos, se você gostar de hambúrguer vai adorar. (Localização: City Centre)
  • Jamie’s Restaurant, do tão conhecido chef Jamie Oliver. Sempre tive vontade de ir no de Oxford e não sei ao certo porque finalmente nunca fui. Mas achei o de Londres uma delícia, vale a pena ir! (Localização: City Centre)

    # RESTAURANTES QUE NUNCA FUI, MAS SEMPRE TIVE VONTADE DE IR:

  • Greek Taverna: restaurante de comidas mediterrâneas muito fofo! Tinha vontade de ir só pela estrutura do restaurante, parecia ter saído de uma ilha grega. Se alguém já foi, deixa aqui nos comentários sua opinião 🙂
  • Côte Brasserie: restaurante muito chique e phyno no City Centre, uma atmosfera bem “casal”. Nunca fui porque né… Nem phyna e nem casal!# RESTAURANTES QUE NÃO INDICO:
  •  O Yosushi, achei muito caro e nada demais. Todo mundo fez o maior auê dizendo que era muito bom e bla bla bla, mas a única coisa legal na verdade é a proposta do restaurante: uma esteira fica passando os pratos coloridos (cada cor significa um valor) com umas 4 peças de sushi em cada. Não sei se comi demais #gordinha, ou se os pratos que peguei eram os mais caros, mas foi a refeição mais cara de todo intercâmbio, e não valeu a pena! Comia sushi mais gostoso e bem mais em conta no velho e bom Itsu.
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  • Sushi corner: levando em consideração o fato de eu ser muito fresca e complicada pra comida, pode ser que esse restaurante seja um pouquinho melhor aos olhos de outros. Mas achei o restaurante meio sujinho, e o sushi nada demais. Não indico.# OBSERVAÇÕES FINAIS:Obviamente tem muito mais opção de restaurante do que os que eu falei, mas realmente indiquei os que eu gosto e que ia frequentemente. Os que nunca fui e indiquei foram dicas sinceras de lugares que realmente pareciam bons. Os que não indico são baseados em experiências que eu tive, o que não quer dizer que todo mundo acha ruim também.
    E um detalhe final é que eu sou muito fresca com comida, seleciono até demais, segundo minha mãe. Não como comida chinesa, tailandesa, árabe e por aí vai, mas todos os meus amigos lá me arrastavam (eu ficava olhando, só pra enfatizar o quanto sou complicada kkkk) para vários restaurantes principalmente árabes e chineses, então se alguém quiser dicas de lugares para comer esse tipo de comida é só me falar que eu peço ajuda pra quem gosta.

Espero que tenha ajudado os futuros intercambistas, guardem essa dicas no coração viu? Deu trabalho kkk mas era uma coisa que eu queria ter lido antes de ir, então, aproveitem a “mão na roda” e esperem as próximas dicas  😀

Beijos e até a próxima!

Diario de intercâmbio: OXFORD

FINALMENTE!!!!

Gente, esse é o 49182764589136 vídeo que fiz sobre Oxford! Juro que tentei deixar o menor possível e ao mesmo tempo sem deixar de compartilhar tudo que queria do meu intercâmbio com vocês. Como disse nesse post, quis fazer esse video bem mais “Oxford”, mostrando meu dia a dia.

Espero que não tenha ficado cansativo, fiz um com 18 minutos para mim (tou dizendo que vou me empolgando achando que é um filme), e desse eu tirei algumas partes até ficar com 10 minutos pra vocês ❤ Tentei tirar ao máximo aquelas partes que só eu entendo/acho graça apesar de ainda ter muitos vídeos de momentos que talvez nem todo mundo entenda. Queria poder ficar pausando e narrando pra vocês (assim como fiz com todo mundo -amigos e família guerreiros!- que eu coloquei pra assistir antes de publicar), mas ia ser bizarro. Então, sintam-se a vontade pra perguntar aqui nos comentários qualquer coisa que quiserem saber. Vocês já devem ter percebido que eu amo falar/escrever e vou adorar contar detalhes sobre vídeos/fotos que coloquei no vídeo.

SAUDADES…

Espero que gostem e que esse vídeo influencie muita gente a fazer um intercâmbio.

Alguém aí ainda tem dúvidas que é a melhor coisa da vida?

 

Beijos e até a próxima!

4 meses em 4 minutos

Já que o vídeo de Oxford, mesmo depois de 1 ano que eu voltei, parecia não sair do lugar, resolvi começar a fazer um video com os melhores momentos de viagens que fiz por lá. É um vídeo bem mais focado nos lugares que visitei do que no meu dia a dia com meus amigos, mas prometo que o próximo vai mostrar bastante a bagunça no colégio, as idas ao city centre, as festas, minha host family… E por aí vai! Vai ser bem mais “Oxford”!

É muito bom poder relembrar vários momentos incríveis que vivi na melhor época da minha vida. Nada como ter um vídeo e poder compartilhar com todos seus amigos e família, né? Sem dúvidas, é a melhor forma de reviver e guardar momentos únicos das nossas vidas.

Agora a meta é conseguir terminar o de Oxford antes de fazer dois anos que eu fui pro intercâmbio. E o dos EUA a meta é aceitar o fato de que esse vídeo não é um filme, porque já tá com 16 minutos e muito longe de terminar! Será que eu filmo muita coisa?  

Espero que gostem!

 

Terra do Tio Sam X Terra da Rainha

Olá pessoal, 3 semanas atrás saiu o post que eu escrevi para o blog de Marina Motta (clica aqui para ler mais sobre seu livro). Era uma coisa que eu queria compartilhar com vocês também, e algo que muita gente me pergunta: quais são as diferenças entre morar nos EUA e na Inglaterra.

Um ponto que vale destacar é que há uma diferença enorme entre morar em lugar (mesmo que por 4/5 meses) e apenas visitá-lo. Primeiro porque quando você visita um lugar, não necessariamente vê de perto o que é o dia a dia de quem mora naquele local. Vai a pontos turísticos, restaurantes conhecidos e bem conceituados, pega táxi e tá com o dindin que juntou no bolso, pronto para gastar.

Quando você vai preparado para morar em lugar, a realidade é bem diferente. Você também vai a pontos turísticos, talvez coma em restaurantes conhecidos e bem conceituados, e até mesmo pegue um táxi, mas também vai conhecer alguém nativo que vai te levar a uma cafeteria que você nunca ouviu falar, vai descobrir com alguns amigos um barzinho atrás de uma loja, vai andar tanto naquelas ruas a ponto de conseguir dizer para aquele seu amigo que te ligou meio perdido no meio da noite o caminho para o ponto de ônibus mais próximo, até mesmo vai aprender gírias e se adaptar aos costumes daqueles que nasceram lá. É uma coisa meio louca, em pouquíssimo tempo você se sente parte daquele lugar. E mesmo quando você conhece alguma cidade em uma viagem, e pensa que aquele é o seu lugar (tipo quando eu fui a Disneyland pela primeira vez), você nunca vai saber como é se sentir -mesmo- parte daquele local, até tê-lo na rotina, até tê-lo como casa.

Aí está o repost das diferenças entre morar em Coral Springs e Oxford. Tudo levando em consideração o que eu conheci dos dois lugares pelos olhos de quem mora lá, e não apenas pelos olhos de um turista. Espero que gostem! E Marina, mais uma vez obrigada pela oportunidade!

##### REPOST!

Fonte: #PapoViajante: Oh Dúvida Cruel – High School nos EUA ou Inglaterra? TOP 7 Prós e Contras

“”Olá viajantes!

Tudo bom?

Quanto o assunto é intercâmbio para aperfeiçoamento da língua inglesa a primeira pergunta é: Qual o destino escolher! Entre os mais populares, no topo da lista sempre estão a Terra do Tio Sam e a Terra da Rainha.Entre os argumentos de quem prefere Inglaterra temos berço da língua inglesa, localização no centro da Europa….Já para os EUA, temos entretenimento, compras.

E como essa dúvida está sempre presente especificamente quando falamos de High School (Colegial no Exterior), para ajudar nessa árdua escolha, convidei a Giovana (ou, para os amigos Gika!) uma cliente muito querida do STB Recife que tomou uma decisão bem inteligente quando difiniu seus planos de High School. ao invés de fazer 1 ano acadêmico em um só país, ela optou por ter uma vivência em ambos e, assim, fazer um semestre nos EUA e depois um semestre na Inglaterra. Perfeito né?

Por isso, ninguém melhor do que ela para falar sobre as diferenças entre os programas de High School que ela vivenciou nestes dois países, então, como a palavra,  Gika:

“Nesse post vou falar do que conheci dos Estados Unidos e da Inglaterra como intercambista, e não como turista. Tem uma diferença enorme entre morar em um lugar, e apenas visitá-lo. Como morei em dormitório nos EUA e em casa de família na Inglaterra, resultou em uma diferença ainda maior no que eu pude conhecer dos dois lugares. Já que, na Flórida eu vivia sob regras do colégio no quesito de ter liberdade para sair e viajar, ao contrário de Oxford.

Cada lugar tem seus prós e contras. Quando levados em consideração, então, podemos ver quais os prós que disfarçam os contras, de acordo com nossas preferências. Sempre achei que os Estados Unidos fazia mais meu estilo; devido ao clima, Disney, compras e afins, mas soube que estava errada quando coloquei os pés no continente Europeu pela primeira vez, em 2009. Havia algo lá que combinava muito mais comigo, e até então, eu não sabia dizer muito bem o que.

1. Cultura

Coral Springs(Flórida) pude perceber que se trata de uma cidade não muito histórica, nada de museus, prédios antigos ou coisa do tipo. Pelo contrário, é tudo bastante novo, casas bem conservadas com terraços verdes e seus jardins bem cuidados, e crianças constantemente apareciam brincando em frente as suas casas. Diferentemente desse estilo de vida e cidade, Oxford me fez parecer como se eu estivesse num livro de história. Museus com entradas gratuitas, parques, estudantes andando pela cidade com suas bicicletas geram uma grande influência, para quem visita ou mora na cidade, em seguir esse estilo de vida. O que me impressionou bastante é que o público do museu vai de excursões de escolas à pessoas mais velhas. As faculdades, que mais me pareceram castelos, são antigas, porém muito bem conservadas e a grande maioria abre suas portas nos Open days (um dia aberto para visitantes conhecerem o campus). Sem contar que, assim como os museus, a entrada é gratuita (no máximo, pedem para você fazer uma doação de qualquer quantia), o que estimula e ajuda os jovens adultos a escolherem ou almejarem entrar em certa
faculdade. E isso é uma coisa que eu admiro bastante na Inglaterra. Os jovens são muito motivados a buscarem aprender mais do lugar de onde vivem, podendo ir a museus e ver de perto, por exemplo, uma certa obra de arte que estão estudando no colégio. Como diria minha mãe, torna tudo bem mais “real”.

2. “Só mais 5 minutinhos!” – Clima

Não poderia deixar de mencionar a diferença entre o clima dos dois lugares. É do ser humano nunca estar satisfeito, se tem praia, quer neve; se tem inverno, quer verão. Minha temporada na Inglaterra começou no início do outono (minha estação preferida) e pegou um pouquinho do inverno, então o tempo estava relativamente frio. Para quem veio de um lugar com temperaturas médias
de 30 graus, pegar 10 graus –ou menos, queria enfatizar isso- pela manhã e ter que ir andando pro colégio não era nada emocionante, ao menos era o que eu achava até voltar pro Brasil. Afinal, quem já morou em lugar frio, sabe o que é lutar por 5 minutinhos a mais debaixo das cobertas antes de se levantar para ir ao colégio. Por causa do tempo frio e imprevisível, era
raro ver crianças brincando nas ruas de Oxford, ao contrário dos EUA, já que eu fui no verão ensolarado da Flórida. No quesito tempo, não tem como negar que os Estados Unidos me ganhou com seus dias quentes e, nos finais de semana, acompanhados de praia.

3. Cinema X Teatro

Os EUA é mundialmente conhecido pela sua produção de filmes, já a Inglaterra, assim como boa parte da Europa, é conhecida pelas suas peças teatrais (não que os EUA também não seja). Mas diferentemente da Inglaterra, onde assisti à peças; entre
elas Once e Mamma Mia, na Flórida costumava ir assistir filmes com meus amigos. Senti a diferença, pois nos EUA a programação certa do final de semana era a ida ao cinema, e mesmo tendo frequentado algumas vezes em Oxford também, percebi que ir ao teatro fazia mais o estilo dos britânicos. 

4. “Só vou provar, afinal, não sei quando vou ter a oportunidade de comer isso de novo” – Comida

Uma coisa inadimissível na Inglaterra é estragar comida, coisa que todo intercambista devia saber antes de ir pra lá: coloque no prato apenas aquilo que realmente vai comer. Já na Flórida, é tudo bastante farto. É normal pedir um prato individual no restaurante e conseguir dividir com uma pessoa ou até mesmo duas. Sem falar nas redes de Fast Food dos EUA, onde se tem mil e uma opções para comer hot-dog, hambúrguer com batata frita e tomar milkshake. Na Inglaterra, o típico Fast Food é o prato queridinho dos britânicos: Fish & Chips, que se trata de um peixe empanado acompanhado de batata frita. No geral acho a comida dos Estados Unidos mais saborosa, porém mais gordurosa.

 

5. “Quem converte não se diverte” – Consumismo

Frase bastante conhecida pelos intercambistas, afinal, quem é que nunca deixou de converter, seja por esquecimento ou por falta de vontade de encarar a realidade? Sem dúvida, na Flórida as pessoas me pareceram bem mais consumistas, seja pelos shoppings/outlets com muitos “leve 3, pague 2″ como pelas mais variadas opções. Na Inglaterra, os shoppings centers se encontram em “cidades grandes”, já nas pequenas é mais comum se ter algumas galerias, que muitas vezes são consideradas shoppings pelos nativos, e lojas espalhadas pelas ruas. Sem falar que, para nós brasileiros, na maioria das vezes não vale a pena pagar por certos produtos devido ao valor da libra. Então no quesito consumismo, segura o cartão se seu destino for EUA! 

6. Pessoas

O colégio em que estudei na Flórida era muito grande, e talvez seja por isso que tinha tantos “grupinhos”, o que de certo modo me permitia ver tudo de longe: as fofocas, a falsidade e afins. Muitas vezes, os americanos me pareceram infantis em alguns aspectos, portanto, me juntei a 3 brasileiras e algumas intercâmbistas do meu dormitório e fiz o meu grupo, que tinha lá suas fofocas e confusões, mas sempre foi muito unido, tanto que mantenho contato com a maioria até hoje. Já na Inglaterra, estudei em colégio com alunos internacionais, sem nenhum britânico pra contar história. Conheci alguns no meio da rua, entre uma festa e uma Mc Donalds pós festa, ou entre uma parada de ônibus e uma informação de quem estava perdidinha. E quero saber: quem foique disse que os britânicos são chatos? Talvez mais reservados, mas acho errado eles terem essa fama por aí. Bart, meu host father, era britânico e muito envergonhado, mas bastante atencioso, sempre puxava uma conversa na hora do jantar. Amy, minha host grandmother e também britânica, falava pelos cotovelos! Ambos me deixaram uma boa impressão sobre os britânicos, sem falar de alguns dos meus professores. 

7. Transporte público

Na Flórida, como já disse antes, morei em dormitório, o que me impedia de simplesmente sair e pegar um ônibus/metrô/trem. Ia para o colégio naqueles ônibus amarelos (bem filme), e se precisasse sair para algum lugar, a minha Dorm Parent me
levava no carro do dormitório. Já na Inglaterra, eu ia para o colégio a pé, pegava ônibus para ir para o City Centre, metrô ou ônibus para viajar e também tinha a opção de pegar um trem. Perdi as contas de quantas vezes perdi um ônibus, ou peguei o errado, até mesmo quantas vezes me distrai e tive que sair na parada seguinte. Acredito que foi importante ter um pouco da minha liberdade “perdida” nos EUA para dar valor a pequenas coisas, como pegar um ônibus, na Inglaterra. Sem falar que é uma realidade bem diferente da minha vida em Recife, o que acredito ser um dos principais fatores que me fazem achar essa experiência tão cativante e renovadora. A liberdade, a segurança e a praticidade de poder usar um transporte público sem ter medo de que aconteça alguma coisa. 

Para finalizar, as duas experiências foram incríveis. Uma sem a outra não faria tanto sentido, e não me faria ter crescido tanto interiormente. Morar nos EUA foi ao mesmo tempo intrigante e esclarecedor. Intrigante por viver sob muitas regras do colégio, que me tiravam do sério as vezes, por eu ter me iludido em relação a várias amizades que julguei serem verdadeiras, por ter
vivenciado fofoquinhas que eu só via em filmes de high school americano e tudo mais. Esclarecedor porque esses limites que me foram impostos me fizeram crescer muito mais do que em qualquer outro intercâmbio. Por isso repito que não seria a mesma coisa na Inglaterra se eu ainda não tivesse aprendido tudo que aprendi nos EUA. Morar na Inglaterra foi uma aventura e confirmação. Confirmação de tudo que aprendi na Flórida em relação aos amigos, família, colégio e sobre a vida no geral. E aventura por tudo novo que aprendi me virando sozinha pela cidade, ou em viagens com amigos, conversas com minha host family (que foi uma aventura só pelo fato de ter vivido lá. Quem diria que meus pais deixariam eu morar em outra casa, com outra família. E que eu seria tão bem recebida, a ponto de me sentir parte da família). Então, seja lá qual for o seu destino, faça seu intercâmbio valer a pena: se perca, viaje, faça amigos, cresça e viva cada segundo como se fosse o último. Giovana Brito”

E aí gostaram? Eu adorei! Nas minhas andanças como intercambista, fiz dois intercâmbios na Inglaterra e dois intercâmbios nos EUA e gosto muito dos dois países(no entanto confesso que assim como Gika tenho uma “quedinha” pela Inglaterra) porém, isso definitivamente não é uma regra, sempre terão pessoas que preferem os EUA e outras que realmente vão preferir a Inglaterra. O bom mesmo é que indepedente do destino, uma certeza: você sempre volta diferente e melhor de cada viagem!  Aproveitando, para acompanhar as andanças da Gika muito afora, recomendo demais também acompanhar o blog dela: www.blogthenextstop.wordpress.com

Bjs e até a próxima viagem!

Marina.””