4 meses em 4 minutos

Já que o vídeo de Oxford, mesmo depois de 1 ano que eu voltei, parecia não sair do lugar, resolvi começar a fazer um video com os melhores momentos de viagens que fiz por lá. É um vídeo bem mais focado nos lugares que visitei do que no meu dia a dia com meus amigos, mas prometo que o próximo vai mostrar bastante a bagunça no colégio, as idas ao city centre, as festas, minha host family… E por aí vai! Vai ser bem mais “Oxford”!

É muito bom poder relembrar vários momentos incríveis que vivi na melhor época da minha vida. Nada como ter um vídeo e poder compartilhar com todos seus amigos e família, né? Sem dúvidas, é a melhor forma de reviver e guardar momentos únicos das nossas vidas.

Agora a meta é conseguir terminar o de Oxford antes de fazer dois anos que eu fui pro intercâmbio. E o dos EUA a meta é aceitar o fato de que esse vídeo não é um filme, porque já tá com 16 minutos e muito longe de terminar! Será que eu filmo muita coisa?  

Espero que gostem!

 

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No BUS STOP com: João Pedro Braga

Você pode ter a sorte, ou não, de assim como eu conhecer aquela pessoa, que parece que te conhece há anos (quando na verdade não passam de semanas) no intercâmbio, e compartilhar com ela as suas melhores histórias. Então, posso dizer que tive muita sorte de dividir com o João, entre discussões e abraços, a maior parte do meu intercâmbio (não sei se ele pode dizer o mesmo hahaha). A gente não se desgrudava, talvez pelo fato de que éramos os únicos brasileiros do colégio, ou porque o santo bateu mesmo. Chegava em casa e como se não bastassem as aulas que tinhamos juntos (coitada da Melrose e do Paul), a primeira coisa que pensava era “ah, vou ligar pro João” e a gente ficava horas conversando pelo Skype, organizando as viagens dos finais de semana, como: Bath, Wales, Cambridge e Paris. Além do mais, morávamos em ruas paralelas, então foram muitas as vezes em que eu o obriguei a me acompanhar até em casa. Obvio que em alguns momentos, a gente se odiava, e o João consegue me estressar com a mesma facilidade que me faz rir. Conclusão: que bom que os dois sairam vivos dessa experiência para ter história para contar. Aqui vão 5 perguntinhas para vocês conhecerem um pouco mais sobre um dos meus melhores amigos, e lembranças da melhor época de nossas vidas.

1. Porque você escolheu ir para Oxford?

“O Reino Unido é, definitivamente, um dos lugares que mais me chamou desde pequeno. O caldeirão de culturas cosmopolitas e tradicionais, a magia que envolve Londres e, é lógico, o inconfundível ”british accent” fizeram com que eu escolhesse o RU como destino para o meu intercâmbio.

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Foto: João Pedro Braga
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Foto: João Pedro Braga

Em um primeiro momento, tive a certeza de que a cidade escolhida seria Londres, por ser um dos maiores e mais vibrantes centros culturais do mundo. Mesmo assim, pesquisei sobre outras opções de cidades e encontrei a bucólica Oxford: uma mistura de cidade pequena e rural com a arquitetura do século XVIII e uma das mais conhecidas cidades universitárias, com uma população jovem e animada. Decidi pela segunda opção e hoje não me arrependo, vivenciei o que é morar em uma cidade relativamente pequena, sem deixar de aproveitar a cultura que a Inglaterra oferece.”

2. Qual foi a melhor viagem que você fez na Europa?

“Com certeza a melhor viagem que eu fiz no intercâmbio foi para Amsterdam. Eu e um outro amigo nosso, o Caymmi, saímos de Oxford numa quinta e passamos 4 dias na capital holandesa. Tivemos que correr para pegar o avião da ida, nos perdemos no trem no caminho para o hostel e ainda por cima deu tempo de sair na primeira noite. No segundo dia, demos várias voltas pelo centro da cidade, nos perdendo nos canais e curtimos a atmosfera local. Já que gosto muito de fotografia, aproveitei para tirar milhões de fotos da arquitetura e das pessoas de lá. Durante a noite, circulamos pelo famoso Red Lights District e fizemos um verdadeiro mergulho na noite holandesa. No terceiro e no quarto dias, conhecemos os incríveis museus de Amsterdam, com destaque para o Anne Frank e para o Van Gogh Museum. Ao voltar para Oxford, tive a certeza de que um dia quero morar naquela cidade para conhecer mais de perto o peculiar estilo de vida da população local.”

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Foto: João Pedro Braga
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Foto: João Pedro Braga
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Foto: João Pedro Braga
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Foto: João Pedro Braga

3. Fazer amigos: fácil X difícil

“Sempre me considerei um cara mais solto, por isso tive facilidade para fazer amigos assim que cheguei ao UK. No primeiro dia de escola, tive a felicidade de entrar na sala e, enquanto puxava papo com uma chinesa, ser cutucado por uma brasileira perguntando da onde eu era. Assim que respondi Brasil, Giovana – com o seu jeitinho pouco desinibido – correu pra me dar um abraço e eu senti que ia ser fechamento. Depois, ao conhecer a minha namorada russa, fomos naturalmente conhecendo uns aos outros na escola e fazendo amigos os quais ainda mantenho contato hoje em dia.”

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Foto: João Pedro Braga

4. Qual é a melhor lembrança do intercâmbio?

“É muito difícil escolher uma só lembrança para definir como a melhor da viagem. Acho que o que fez com que essa experiência fosse inesquecível foi justamente o conjunto de todas os aprendizados que vivi. A oportunidade de conhecer e lidar com pessoas de todas as realidades culturais, ter que aprender a resolver situações que pareciam insolúveis, ser desafiado por matérias densas mas extremamente interessantes, poder entrar em contato com um nível de liberdades e responsabilidades que antes não eram comuns pra mim foram acontecimentos que marcaram a minha experiência e me ajudam até hoje, me ajudando tanto a compreender situações quanto a decidir como agir melhor.”

5. Teve algum dia que tudo pareceu dar errado, mas no final das contas, deu certo?

Durante toda a viagem, alguns dias podem ser perfeitamente descritos como montanhas russas de emoções. Um deles, em particular, merece ser relembrado. Tudo começou com a ideia de ir visitar a exuberante cidade de Bath, famosa por sua arquitetura e por suas termas. Porém, Giovana, Maju e Caymmi decidiram que partiríamos de manhã cedo para aproveitar o dia na cidade. Acordei no domingo com uma violenta ressaca (clássica de domingo de manhã em Oxford) e mesmo assim fomos para a estação de trem. Chegando lá, Caymmi perdeu a hora do trem e fomos só eu e as garotas. Uma hora depois, já sentados, pergunto se já não era pra termos chegado e descobrimos que pegamos o trem na direção errada. Saltamos em uma estação completamente deserta e sem nenhuma placa de para onde deveríamos ir, esperamos por algum tempo o próximo trem rezando para ser aquele e sair de lá depressa. Chegamos em Bath 14hrs, quando o horário que previamos era às 11hrs. Visitamos as termas e, lógico, rimos muito de coisas completamente aleatórias que não seriam tão engraçadas se não estivessemos juntos, afinal, tudo é mais colorido quando se está com aqueles que te fazem rir. Quando estava escurecendo, visitamos mais um ponto turístico e voltamos para Oxford, é claro, nos perdendo novamente na estação de trem de Bath. Acabamos o dia na casa da Maju nos divertindo ao ver as fotos – e os memes – da viagem.

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