Top 6 vídeos estilo lip dub de High Schools americanos

Oi gente,

Há um tempo venho querendo fazer um post pra vocês sobre isso, mas resolvi tirar um tempo pra ver vários vídeos e aí sim, poder indicar meus preferidos.

Então, creio que tudo começou com a escola Broken Arrow, que fica em Oklahoma, EUA. Depois que o vídeo estourou no youtube, várias outras escolas começaram a gravar seus “Lip Dub”, que basicamente se trata de dublar alguma (ou várias) músicas. Os vídeos seguem um certo padrão: vários alunos espalhados pelo colégio, um certo grupo específico em frente a câmera andando para trás, enquanto uns são o foco da câmera os outros ficam no fundo do vídeo dançando e jogando enfeites (fitinhas, papel colorido e afins). Cada vídeo varia dependendo da criatividade. Enfim, acho a ideia genial, e queria muito ter pensado em algo assim pra fazer no meu ensino médio, afinal é uma ótima forma de reunir todo mundo e ter algo bem legal pra guardar de recordação.

  1. O que ficou em primeiro lugar pra mim foi o vídeo do Broken Arrow (que por sinal, começou a aparecer como se o áudio estivesse indisponível, infelizmente!). Eles reuniram mais de 3.600 alunos, entre eles: jogadores de futebol americano, líderes de torcida, nadadores, músicos e levaram cerca de 3 semanas para finalizar o vídeo! Fiquei tão encantada com a escola que fui procurar sua página no Facebook (clica aqui) e vi que eles tem vários outros vídeos (sem ser lip dub). Vi também que eles foram um estouro mundial e saíram em vários sites como BillboardSeventeenYahoo e até mesmo a Capricho.

2. Em segundo lugar, o vídeo do West Ottawa. Achei muito boa a escolha de músicas deles, mas o que me fez gostar tanto do vídeo foi sem dúvida o fato de que eles misturaram todo tipo de aluno, desde os que parecem ser mais tímidos aos mais “descolados”. Sem falar da animação do pessoal (que colaborou pra o final do vídeo ficar tão bom) achei muito massa!

3. Muito legal o dessa escola, North Myrtle Beach, que conseguiu até que o diretor pulasse de paraquedas pelos alunos! As melhores partes são a dos dois alunos no elevador e claro, o final emocionante com os seniors, dá uma olhadinha:

 

4. Esse do Brentwood High School ta muito legal também, todo mundo decorou bem direitinho as letras das músicas (fora que as músicas foram de muito bom gosto) sem contar com todas as fantasias/roupas! O final também é muito emocionante. E pra quem também já quis ser líder de torcida: chore não viu? haha.

5. Esse também tá muito bem feito. Coreografia, músicas, animação dublagem, tudo muito legal!

6. E por fim, achei esse enquanto organizava o post e não podia deixar de incluí-lo. A qualidade do vídeo não tá uma das melhores, acho que por conta do efeito que colocaram na edição, mas achei muito massa, o pessoal tava bem animado e organizado!

Como vocês perceberam, fiquei viciada em ver esse tipo de vídeo, e até fiquei bem crítica “tá pouco animado”, “muito desorganizado”, “nem pra decorar a música…”. Mas no final das contas, sei o trabalhão que deve dar pra juntar tanta gente, editar e pra realmente ficar bom! Então só tenho a admirar e parabenizar todos que se envolveram nesses e em tantos outros vídeos que eu vi.

Sonho da vida ter feito isso com meus amigos e poder guardar como recordação pra sempre! Pra quem ainda tem chance, chama a galera, fala com seu coordenador/diretor e corre atrás pra organizar e fazer. Parece valer muito a pena todo esforço.

É isso gente, espero que tenham gostado e se inspirado! Se fizerem, me mandem pra eu ver 😀 vou adorar dar minha opinião ou até mesmo ajudar (já que eu tou tão expert nesse tipo de vídeo kkkk). 

Beijos e até a próxima.

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No BUS STOP com: Liana Soares

Um dia enquanto lia um blog ou outro sobre viagens, me deparei com o Ela é americana, que logo me chamou atenção!

Li vários posts interessantes sobre como é morar na Suiça, viagens pela Europa e muitas curiosidades sobre a vida local.

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Localização: Thun

Liana, autora do blog, nasceu no Rio de Janeiro, e até morou em terras Nordestinas, mas desde 2009 (7 anos!) mora na Suiça. Por seu blog fugir do convencional (diário de intercâmbio), tive a ideia de fazer um No BUS STOP com ela.

Afinal, Liana foi muito além de um simples intercâmbio de alguns meses. Fez as malas e foi atrás dos seus sonhos lá na Suiça! Hoje ela trabalha, viaja (muito) e é mãe. Quem ai também está curioso para saber mais sobre sua mudança para Suiça?

1. O que te fez largar tudo aqui no Brasil e ir morar na Suiça? Quais foram as maiores dificuldades?

Eu sempre gostei de idiomas e de desafios. Quando estive na Europa pela primeira vez numa viagem em 2004, coloquei na minha cabeça que queria voltar para morar por minha conta própria. Eu estudava Alemão na época e meu objetivo era conseguir um emprego na Alemanha. Terminou sendo Suíça. Além da minha motivação natural, eu estava desmotivada com a vida no Brasil, qualidade de vida, falta de segurança, tinha sido assaltada. Então estava 100% disposta pro que aparecesse. Não foi fácil, mas consegui um emprego na minha área aqui. O choque cultural já era esperado mas sem dúvida foi uma grande experiência (ainda é) e a maior dificuldade também. O dia a dia em outro idioma, outra cultura, outras regras que você não conhece bem, esse sim é o maior desafio. Mais até que o próprio trabalho em si.

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Localização: Rheinfelden

2. Comparando o custo e qualidade de vida aí e aqui no Brasil, o que mais te surpreendeu?

Como realmente a qualidade de vida faz diferença na minha vida. A partir do momento que eu comecei a me acostumar com essa qualidade de vida que tenho aqui, vi o quanto me tornei mais tranquila, mais satisfeita com a vida, e o quanto aquela inquietação que me afobava no Brasil enfim se aquietou. Quanto ao custo, realmente aqui na Suíça é outra perspectiva. O que no Brasil é natural e óbvio como frutas “exóticas” e produtos nacionais, aqui esses são os importados. Porém eu cresci tomando guaraná, comendo pão de queijo, comendo mamão, e aqui tenho que pagar o triplo pra ter esses produtos. “

3. Quais foram as primeiras impressões ao chegar na Suiça e o que mudou depois de um tempo morando aí?

“As primeiras impressões na Suíça foram de um país extremamente organizado, limpo, severo nas leis e onde o chique e elegante é ser natural, simples. Quebrei vários pré-conceitos, aprendi coisas que não cabem nem nessa entrevista. Eu me deslumbrei com a Suíça, as paisagens, as montanhas, e ainda continuo me deslumbrando aliás. O que mudou não foi isso, aliás acho que esse deslumbramento nunca vai mudar. O que mudou foram outras coisas, eu mudei, e mudei também a visão do país, da cultura, que ao chegar aqui era muito curta, restrita, eu não sabia de quase nada da vida aqui. E ao viver aqui aprendi o jeito de viver aqui e aí sim, conhecendo mais, a gente muda um pouco a opinião, e por outro lado, termina adquirindo alguns hábitos suíços sem perceber, como entrar em casa sem sapatos, desejar “bom apetite” antes de comer, etc.

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Localização: Zürich

A Suíça é lindíssima, sem dúvida. Amo morar aqui. Mas como todo país tem seus defeitos, e esses eu fui enxergando ao longo do tempo. Fiquei muito feliz de conseguir enxergar o lado ruim da Suíça, pra não achar que aqui é o melhor lugar do mundo e poder pesar os dois lados. Alguns fatores que eu não enxergava antes aqui na vida na Suíça e que hoje eu os enxergo são por exemplo: o preconceito e racismo, a opinião sobre o inverno, frio e falta de sol, a questão do suicídio e a frieza das pessoas. 

4. Você já se sentia independente ao tomar a decisão de morar fora, ou acha que ganhou essa independência com o tempo?

Eu já me sentia muuuuitoooo independente! hahahaha. Bom, eu já morava sozinha em Recife há 9 anos e meio quando vim pra Suíça em 2009. Já tinha feito intercâmbio nos EUA. Ou seja, eu sabia me virar em algumas situações. Claro que “se virar” no Brasil “é fácil” com tudo no seu idioma e com pessoas que agem da mesma forma que você e que a cultura e as leis são naturais pra você. Se virar em um lugar totalmente diferente é outro patamar de independência, então hoje, com quase 7 anos de Suíça, e ainda com um filho pra criar, me considero uma mulher muito safa!
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Liana e seu filho Edi em Rapperswil

5. Quais são os conselhos que você daria para quem também quer largar tudo e ir ganhar a vida mundo afora?

“Acho que é fundamental não agir por impulso. Sair do Brasil não é a resolução dos problemas, e não é todo mundo que tá preparado pra encarar tamanho desafio não. Acredito que mudar de país (pra sempre) é mudar de vida, estar disposto a aceitar muita coisa, mudar seu estilo de vida. No meu caso, eu planejei minha vinda por anos, e era realmente o que eu precisava. Não planejo sair daqui por enquanto e não trocaria minha experiência por nada nesse mundo. O quanto aprendi aqui nenhuma escola ensina. Sem dúvida é uma experiência única e incrível. Mesmo que seja uma estadia temporária, é importante pesar tudo tudo tudo. Todos os fatores que pesam na sua vida no Brasil e imaginar como eles funcionariam fora.

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Localização: Château de Chillon, Lago Genebra


Pesquisar muito, ler blogs, tem muito conteúdo bom por aí. E no fundo, só você vai sentir se é realmente isso. Se for, vai fundo.

E ai? Também ficou com vontade de largar tudo e ir ganhar a vida em outro lugar? Corre pra dar uma lidinha no Ela é Americana, que contém ainda mais informações sobre como foi todo o processo de ida, adaptação e muito mais!

E aqui vão meus agradecimentos, mais uma vez, a Liana, por ter topado fazer essa entrevista e contar um pouco mais sobre sua vida de maneira tão aberta e espontânea!

Até a próxima.

Coincidências da vida + blog inspiração

Semana passada estava numa festa com uns amigos quando uma menina me abordou, disse ter lido o The Next Stop e que também tinha um blog sobre viagens. Trocamos algumas palavras e quando cheguei em casa tive a chance de conferir seu blog, fiquei apaixonada por cada coisa ali compartilhada, me deu aquela vontadezinha extra de viajar. Além do blog e a paixão por viagens, também temos em comum o amor pela Inglaterra, devido ao fato de que nós duas já moramos em Oxford. Quando soube de tudo isso não pude acreditar que tinha alguém com tanta coisa em comum comigo por ai.
img_8578A autora do blog Apaixonada por viagens é Luíza Carneiro, a quem eu já agradeci por ter tomado a iniciativa de vir falar comigo e por ter me dado a oportunidade de conhecer seu blog. Fiz questão de pedir a sua permissão para divulgar o blog aqui porque quem também gosta de viajar, com certeza vai adorar o Apaixonada por Viagens.

“Sentir medo é normal, principalmente quando deixamos a nossa zona de conforto e vamos atrás de algo até então desconhecido. Fazer um intercâmbio, entrar em contato com culturas e pessoas completamente diferentes podem ser assustador, mas você não pode deixar que isso te impeça de ir atrás de novas aventuras, histórias e conhecimento. Afinal, não é todo dia, nem todo mundo, que tem a oportunidade de fazer um intercâmbio, e você vai desperdiçá-la por medo?”  E tá aí um dos meus trechos preferidos de um dos seus posts. Como Luiza disse, sentir medo é normal, mas o que vem em troca, compensa tudo! Intercâmbio é renovador, e só quem foi sabe o quão maravilhoso 1/6/12 meses longe pode te fazer ver tudo de maneira diferente e fazer de você uma pessoa melhor e madura. Corra atrás dos seus sonhos, e não deixe seu medo te impedir de ir longe e viver novas experiências.