No BUS STOP com: João Barbosa

IMG_9737João Barbosa, nasceu dia 5 de agosto de 1997, mora em Recife e cursa administração.

Conheci o João quando ainda éramos pequenos, eu devia ter uns 4 ou 5 anos. E estudávamos juntos desde então até que ele passou no vestibular da faculdade que queria e foi viver sua vida de universitário.

Temos muitas coisas em comum. E entre elas, o amor por viajar! Entre uma conversa e outra, compartilhamos histórias dos intercâmbios, posts aleatórios sobre viagens no facebook, e até mesmo planos de fazer trabalhos voluntários mundo afora. Além disso, temos em comum também o fato de que começamos a andar com nossas próprias pernas ainda bem cedo; ele com 13, e eu com 15. Ambos tendo a Inglaterra, mais especificamente Cambridge, como destino. E João não parou por aí, ainda tem na bagagem intercâmbios em outros dois lugares: Vancouver e Salamanca. Histórias para contar é o que não falta!

1. Com quantos anos você começou sua vida como intercambista? Qual lugar escolheu e porque?  

“Então, comecei minha vida de intercambista quando tinha 13 anos. Pra minha família foi complicado porque eu era muito novo, mas com um pouco de insistência acabou funcionando e levei junto comigo 2 amigos de Recife.  Fiz um curso de férias de 1 mês em Cambridge, na Inglaterra, que no final passava uma semana em Paris. Ficávamos hospedados na própria escola, em quartos de 4 pessoas.

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Escolhi Cambridge por vários motivos, entre eles o fato de gostar muito da Inglaterra, da curiosidade de conhecer uma cidade universitária e famosa por seus alunos e antigos moradores (Isaac Newton e Darwin), e de oferecer um curso de férias que me pareceu interessante, animado e onde eu poderia aperfeiçoar meu inglês. Antes de embarcar eu estava bem nervoso, nunca tinha passado tanto tempo longe da minha família e ainda mais fora do Brasil, mas como eu gosto de viajar lá fui eu. A experiência foi a melhor possível, preservo os grandes amigos que fiz, conheci vários lugares interessantes, abri minha mente pra o mundo, melhorei (e muito!) meu inglês e aprendi a me virar sozinho diante dos obstáculos que inevitavelmente surgem.”

2. O que mais valeu a pena no intercâmbio para o Canadá?

“Com 15 anos, no ensino médio, resolvi junto com a minha família que passaria 5 meses fazendo um programa de High School no Canadá. Fui pra Vancouver, na costa oeste, uma cidade moderna, grande e MUITO cosmopolita. Escolhi Vancouver por falar apenas inglês (e não francês, como outras cidades do Canadá), por ser segura e bem estruturada, e por não fazer tanto frio como cidades da costa leste (Montreal e Toronto). Fiquei em uma casa de família, que me acolheu super bem. O Canadá superou minhas expectativas, tudo funciona, todos os tipos de gente e de todas as partes do mundo convivem em harmonia e as cidades são totalmente conectadas com a natureza, vários parques, estações de ski, praias e etc.

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Como já era um pouco mais velho pude aproveitar a experiência de um jeito diferente, agora eu estava mais livre e pude fazer algumas viagens sozinho  (Whistler, Rocky Mountains). A saudade era grande da família, mas a vontade de ficar era maior. O Canadá me ensinou muita coisa e me fez crescer bastante como pessoa, tinha que me virar sozinho 100% do tempo, e a experiência foi inesquecível, fiz amigos do mundo todo que mantenho contato até hoje.”

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3. Salamanca, a cidade dourada.

  • Custo de vida: “Morei por 3 meses em Salamanca, aos 18 anos, fazendo um curso de espanhol. A cidade me surpreendeu muito, a quantidade de jovens estudantes e a beleza da cidade foram as coisas que  mais me chamaram a atenção. O custo de vida na cidade é relativamente baixo, visto que não é uma cidade grande e cara como Madrid e Barcelona. Comida no geral é com certeza mais barato do que no Brasil, porém a diversidade não é a mesma.”

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  • Vida noturna: “A vida noturna da cidade é mais do que animada, as ruas ficam lotadas de pessoas, com vários bares e boates espalhados por toda a cidade (os melhores ficam no centro, perto da Plaza Mayor). O preço da vida noturna é extremamente barato, não precisa pagar para entrar em boates e bares, e as bebidas no geral são muito baratas, um chupito (como são chamados os shots) giram em torno de 0,50 euros. Todas as quartas um bar famoso fazia uma festa OpenBar por apenas 4, repito, 4 EUROS! Algumas boates chegavam a colocar uma piscina dentro pra fazer competição de camiseta molhada! Acho que o que sinto mais falta (fora as amizades que fiz) é a vida noturna da cidade, que é animada todos os dias da semana, até na segunda-feira.”

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4. Se você pudesse repetir um intercâmbio, qual seria: Cambridge X Vancouver X Salamanca

“Fica difícil escolher o que eu repetiria, todos foram tão diferentes, lugares totalmente diferentes, pessoas totalmente diferentes e fases da minha vida totalmente diferentes. Mas acho que escolheria repetir Salamanca, vi e vivi tanta coisa diferente, e acho que pelo fato de estar 100% sozinho me fez aproveitar mais e “apanhar” mais em algumas situações difícies que me encontrei. Pode parecer conversa fiada e drama, mas Salamanca me fez abrir muito a cabeça e enxergar o mundo diferente, conheci e convivi com pessoas muito diferentes e aprendi a me virar em situações que antes eu perderia a cabeça.”

5. Um dia que ficou para a história:

“Foram tantos kkkkk, mas um dia que com certeza ficou pra história foi quando resolvi viajar pra Bruxelas e passar um dia em Amsterdam. Peguei o ônibus pra a capital holandesa pela manhã bem cedo. Amsterdam é incrível, várias coisas legais pra ver e fazer. Tentei aproveitar o máximo que pude, visto que só tinha 1 dia na cidade, mas, querendo aproveitar até demais a liberdade holandesa (rsrs) acabei perdendo o ônibus de volta pra Bruxelas. Rodei 2 rodoviárias e nada de achar outro ônibus de volta, tive que dormir metade da noite fria na rua, e só as 4:30 da manhã me deixaram entrar pra esperar o outro ônibus dentro da estação. Fiquei irritado metade dessa noite, mas com certeza, no dia seguinte olhei pra trás e ri demais da situação.”

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