Papo de aventureiro: Mochilão

Oi gente!

Saudades de escrever aqui, tava sumida, mas voltei com uma notícia massa: vou fazer mochilão em julho com duas amigas!

Me aventurar por aí, descobrir novos lugares, conhecer novas pessoas, e tudo mais que seja “novo” sempre foi uma coisa presente na minha vida e quem me acompanha há mais tempo sabe disso. Então, fazer um mochilão sempre esteve no topo da minha wish list. Já tinha combinado 1000 vezes com minhas amigas, e tentado negociar diversas vezes com meus pais, e claro, parecia algo muito distante. Quando na vida eu achei que meu pai ia me deixar viajar com algumas amigas, ficar em hostels e viver toda correria, aventura e incertezas de um mochilão? Nunquinha, ainda mais com a cara de “não vai rolar” que ele sempre fazia quando a gente conversava sobre isso.

Eis que um belo dia ele não somente deixou, como me estimulou a fazer “vai filha! Combina com fulana! Vocês poderiam fazer esse roteiro aqui, ou podem ir pra esse lugar também, já pensou nesse aqui?”. E eu não podia perder essa chance! Corri pra falar com duas amigas que topam tudo e também são loucas por viagem e em 5 minutos já tava “tudo certo”.

Poderia ter sido só mais um combinado pra somar aqueles 1000 que eu falei la em cima, mas dessa vez a gente correu atrás e se tem uma coisa que eu aprendi foi: quer? Então faça acontecer. Se você não muda o jeito que corre atrás do que deseja, as coisas vão continuar acontecendo do mesmo jeito, não espere resultados diferentes.

  • Como escolher o roteiro?
    Primeiramente você precisa saber para onde quer ir.
    Europa? América do Sul? América do Norte? Ásia? Oceania?  África?giphy.gif
    Tenho muita vontade de fazer mochilão em todos os continentes (e isso continua lá na wish list), mas na hora de escolher o primeiro, meu coração tendeu pra Europa.

    O primeiro passo já tava dado.

    Algo que me ajudou muito foi ler e pesquisar sobre os países, sobre pessoas que já tinham feito mochilão na Grécia, Croácia, Alemanha, Espanha, Itália, Inglaterra… E sim, da uma vontade louca de ir pra todos os lugares possíveis e imagináveis, mas temos que ter pé no chão. Primeiro se pergunte quanto está disposto a gastar e depois veja quantos dias mais ou menos você pode viajar com o dinheiro que estipulou anteriormente.

    10 dias? 20? 1 mês? 2 meses? Agora se pergunte: você quer ir para várias cidades, conhecendo pouco de cada uma, mas indo para o maior número possível? Ou quer ir para menos cidades, mas conhecendo melhor cada uma delas?

    Eu e minhas amigas ficamos com a segunda opção, até porque temos que levar em conta que é bastante cansativo ficar mudando de cidade diariamente ou a cada 2 dias (lemos bastante isso nas pesquisas que falei acima), então tinhamos em mente que com 17 dias para viajar, poderíamos ir para no máximo 7 cidades, já que dos 17 dias, 2 seriam para ir e para voltar.

  • Você conhece a Contiki?
     Se ainda não conhece, clica aqui. O site tem muuuita coisa legal, e se você ainda não tem vontade de viajar o mundo inteiro, não tenho dúvidas que passará a ter depois de ver todas as opções de viagens que eles oferecem.
    Tive como base de todos os mil roteiros que fiz pra esse mochilão os que o site oferece. Sim, tivemos vários roteiros diferentes. Grécia e Croácia, cancela. Espanha, Inglaterra e Itália, cancela. Itália e Malta, cancela. Espanha e Itália, cancela… Por aí vai, até que finalmente decidimos ir apenas para a Espanha.Por fim, vimos que decidir um roteiro vai muito além do que é bonitinho no mapa, do que é perto ou não, do que pode ir de trem ou de avião… Na prática você tem que ver realmente a possibilidade do trem ir de cidade X para Y, se não for, vale a pena pegar um trem e passar 5 horas pra chegar num lugar quando você poderia chegar em 1h30 de avião? Mas e os valores, compensam? No trem tem a vantagem de chegar na estação e ir “direto”, sem ter toda a burocracia de chegar um tempo antes, fazer check-in, despachar mala que se tem no aeroporto. Você tem que levar tudo isso em conta. Qual oferece o melhor custo benefício? O tempo perdido no trem/avião compensa? Pois tudo que você menos quer é passar muito tempo pra se locomover de uma cidade pra outra, o que você quer mesmo é aproveitar cada minuto da viagem, que já é corrida o bastante.

    Por fim, decidimos Barcelona, Palma de Maiorca, Ibiza, Valência, Madri e Salamanca. Tendo a opção ainda de visitar lugares próximos as cidades que vamos passar mais tempo, como Toledo e Santander.

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    Optamos por comprar todas as passagens com antecedência, para não correr o risco de deixar para comprar na hora e não ter vaga. Isso depende de pessoa para pessoa, tem gente que prefere ir literalmente com uma mochila nas costas e ir decidindo tudo na hora (acho massa! Quem sabe nos próximos mochilões).

  • Recebi dois sites de indicação de um amigo meu, e vou repassar pra vocês:
    O deuso das passagens baratas: Skyscanner
    – Tem quem compre tudo por ele e não tem nenhum problema. No meu caso, claro que as coisas tinham que ser mais dinâmicas. Na hora que comprei a primeira passagem (Barcelona->Palma de Maiorca), o site me mandou um email dizendo que o horário tinha sido mudado, e era algo completamente inviável, enfim…O deuso dos hostels: Hostel World

    Espero que tenham gostado, me mandem dúvidas, sugestões de posts e principalmente dicaaas pra minha viagem! ❤

    Beijos e até a próxima,

    Giovana

O que levar para a host family?

Malas prontas. Documentos devidamente guardados. Tudo perfeitamente pronto para partir. E aí, você mais uma vez reformula na sua cabeça como vai ser quando conhecer a host family:

“Ah, eles vão ser bem legais. Vão se apresentar, e logo após, se oferecer para pegar minhas malas. Oferecerão água e algo para comer. Também vão perguntar como foi o voo e se estou sentindo o fuso horário. Aí eu vou me acomodar no quarto, abrir as malas e… EITA! As lembrancinhas, era isso que faltava!

O que levar? Será que vão gostar? Mas eu nem sei se eles gostam de usar esse tipo de camisa, ou esse tipo de sandália! Será que eles comem doce? Bebem bebida alcoolica? Mas se não gostarem de nada que eu levar?

Dilema de todo intercâmbista.

Eu, assim como todos os outros, recebi uma cartinha/email falando sobre minha host family. A idade de cada um, a área de trabalho dos meus pais, os hobbies dos meus irmãos. Enfim, assumo que mesmo com aquilo em mãos me senti perdida na hora de escolher o que levar, afinal, queria causar uma boa impressão. Depois de muito conversar com intercâmbistas e com a minha família, decidi levar para meus dois irmãozinhos (8 e 5 anos) uma bola de futebol e um quebra cabeça do Romero Britto, para minha irmãzinha (10 anos) duas meias da Pucket (clica aqui), já que lá faz bastante frio e eles costumam andar de meia em casa. Para minha host mom levei um jogo americano com tema tropical (arara azul, coqueiros e afins), e para meu host father levei um livro em inglês sobre o Brasil (um achado!).

Mas, para facilitar a vida de vocês, principalmente se você deixou isso para última hora, aqui vai uma listinha com coisas que acho legal para levar para a host family:

  1. Doces/chocolates típicos: bolo de rolo, sonho de valsa e bis.
  2.  Cachaça: Santa dose e Pitu.
    Ao contrário do que muitos pensam, os gringos são loucos (ou pelo menos desejam provar) a tão falada cachaça! Afinal, é uma das primeiras coisas que eles relacionam quando conhecem algum brasileiro… Nada mal levar e preparar uma boa caipirinha para impressionar a família.
    -Hey, where are you from?
    -Brazil
    -Brazil?! Beautiful girls, Neeeeymar, futebol, caipirinha, hot beaches!
    QUEM NUNCA?
    Cachaça-Brasileiras
  3.  Camiseta e havaianas com a estampa do Brasil:

     

  4. Livros sobre o Brasil:
    Comprei na livraria do aeroporto por sorte! Mas já dei uma procurada e achei algumas opções na Saraiva (clica aqui), mas também devem ter várias opções no Amazon, então não deixa de dar um olhadinha na hora de procurar um com valor acessível.
  5. Pulseirinhas de praia: estava um dia na Pracinha de Boa Viagem (Recife-PE) com minhas amigas, eis que vejo várias pulseirinhas. Tinha com a bandeira do Brasil (como a da foto), com o nome BRASIL e com o nome RECIFE. No intercâmbio da Flórida era o que mais tinha: brasileiros usando alguns modelos dessas pulseiras e professores que ganharam usando de enfeite para a sala de aula. Era uma das coisas que eu queria ter levado e acabei não encontrando pra vender.pulseira-com-a-bandeira-do-brasil.jpg

Espero que tenham gostado! Se tiverem mais alguma dica, me mandem por email ou comentem aqui embaixo, porque se aparecerem mais ideias legais eu posso fazer outro post sobre isso.

Beijos e até a próxima!

The next stop is: Recife Antigo

Oi gente,

Nessas férias recebi uma visita muito especial de duas amigas, @Dudapg lá de Gramado, que conheci no intercâmbio dos EUA, e a carioca @Majubonorino, que conheci na Inglaterra.

Nesses 13 dias que passamos juntas, baixou o espírito de guia turística em mim -que de guia não tenho nada- e lá fomos nós turistar por Recife, Olinda e Porto de Galinhas (aguardem mais nos próximos posts). Sendo sincera, apesar de sempre ter morado em Recife e de já ter ido algumas -muitas- vezes ao Recife Antigo, foi a primeira vez que estive la na vibe de carnaval: pessoas fantasiadas, ruas movimentadas, bares com cadeiras e mesas na rua com direito a música ao vivo, e claro, comerciantes ambulantes com seus acessórios carnavalescos dando ainda mais cor a cidade.

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Lugares onde você não pode deixar de dar uma passadinha nesse carnaval:

1.Marco Zero

O Marco Zero ganha um palco e vários dias de festa. Restaurantes próximos aproveitam para investir em estrutura para vender como camarote, e garantem que lá a festa só acaba depois do carnaval.

 

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Têm muitas opções de restaurantes/bares/cafés próximos ao tão famoso ponto turístico. Entre eles: Bar da Devassa (de longe, meu preferido), Seu Boteco, Boteco, Fri Sabor, Go temakeria, São Braz e mais…

2. Bodega do Velho, na Rua da Moeda

Estávamos passeando próximo ao shopping Paço da Alfândega, quando resolvemos entrar na livraria Cultura (que é parada obrigatória para os amantes de livros; a livraria é gigantesca e de enlouquecer). Saindo de lá, seguindo instruções da minha mãe, fomos seguindo o “som” da rua, até que nos encontramos com meus pais num barzinho chamado Bodega do Velho, que fica logo atrás do Shopping. Minha mãe disse que ele é super conhecido em Olinda, mas foi a primeira vez que fomos no do Recife Antigo.

O lugar é muito massa, cheio de mesinhas no lado de fora, cerveja -segundo meu pai- muito gelada, e pra completar ainda tinha música ao vivo. Não demorou muito pra alguns se levantarem e arriscarem um samba, até eu tentei! Não satisfeita, e apaixonada pela vibe carnavalesca do Recife Antigo, fui descendo a Rua da Moeda (onde se encontra o bar) com minhas amigas, e percebemos que se trata de uma rua cheia de barzinhos, um do lado do outro. Sem mencionar que a rua tava toda enfeitada com fitinhas coloridas, e me deparei com algumas pessoas já fantasiadas, por isso, não resisti comprar umas tiaras coloridas pra entrar no clima também.

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Bodega do velho, ou a Rua da Moeda, foi definitivamente um dos meus lugares preferidos, com uma animação e clima carnavalesco que eu nunca tinha vivenciado antes!

3. #PorAí

Então, esse último lugar, nós achamos quando estávamos voltando para Boa Viagem saindo da Bodega do Velho, por isso não sei dizer onde fica exatamente.

Chegando nessa rua, na qual de longe dava para ver uma aglomeração de pessoas e uma música muito alta, nos falaram que se tratava de um ensaio para algum bloco. Foi uma experiência única. A animação dos gringos que estavam curtindo o som, dos nativos que olhavam aquilo com tanta naturalidade mas ao mesmo tempo com tanto orgulho, e de pessoas como eu, que apesar de morar numa cidade que tem um dos carnavais mais conhecidos do Brasil, nunca tinha visto essa “energia” de perto.

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4. Museu Cais do Sertão

Achei muito genial esse museu. É muito bonito por dentro, e conta minunciosamente detalhes sobre a cultura do Sertão, o que inclui várias obras de Luiz Gonzaga. Por ser um museu interativo, deixa tudo ainda mais interessante. Jogos, salas de karaokê, sala com instrumentos musicais e muito mais! Vale a pena visitar.

Informações básicas: a entrada na quinta-feira é de graça. Nos outros dias, o ingresso custa R$ 10 (inteira) e o horário segue das 11h às 17h.

Ps: perdi todas minhas fotos no museu, mas peguei umas aqui no google pra mostrar pra vocês!

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Espero que tenham gostado,

Bom carnaval a todos!!

Christmas Market

O Christmas Market acontece, obviamente, perto do natal na maioria das cidades da Europa! Por isso, se você estiver no continente Europeu nessa época, não deixe de visitar pelo menos um. É a oportunidade perfeita para comprar lembrancinhas para aqueles que ficaram, enfeites natalinos e até mesmo para provar uma comida típica.

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É uma loucura! As barraquinhas são todas delicadamente decoradas, com luzes e efeites natalinos. E os comerciantes se encarregam de conquistar a clientela com o perfume delicioso, seja das flores, sabonetes, chocolates ou até mesmo das velas. Vi, no de Oxford, várias barraquinhas vendendo roupas usadas, para reverter o dinheiro para caridade, algo que admiro muito nos britânicos!

Falando em caridade, em Oxford, sempre passava por quatro lojinhas em uma das principais ruas da cidade, que vendiam roupas/acessórios usados para reverter o dinheiro para caridade. Comentando com minha host grandmother, ela me contou que quando algum adolescente com menos de 18 anos comete algum crime, é colocado para trabalhar nessa loja, para ajudar a comunidade. Pessoas que já foram presas e não conseguem arrumar um emprego, podem trabalhar lá também. É bom porque ajuda todo mundo né? Tanto aqueles que ficaram sem rumo, quanto quem precisa comprar roupas e não tem condições de gastar muito. Na época que eu fui, tava bem frio, e dava para ver a quantidade de casacos que tinha nessa loja por um preço muuuito bom, por isso nunca vi um morador de rua sequer passando frio. 

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Oxford – 2014

Voltando ao assunto…  Achei um site (clica aqui) onde você pode ver a lista de cidades que tem o tão famoso mercadinho no mês de dezembro.

E aqui tá a lista, oferecida pelo site citado acima, do top 10 melhores Christmas Market da Europa:

Feliz natal! ❤

Terra do Tio Sam X Terra da Rainha

Olá pessoal, 3 semanas atrás saiu o post que eu escrevi para o blog de Marina Motta (clica aqui para ler mais sobre seu livro). Era uma coisa que eu queria compartilhar com vocês também, e algo que muita gente me pergunta: quais são as diferenças entre morar nos EUA e na Inglaterra.

Um ponto que vale destacar é que há uma diferença enorme entre morar em lugar (mesmo que por 4/5 meses) e apenas visitá-lo. Primeiro porque quando você visita um lugar, não necessariamente vê de perto o que é o dia a dia de quem mora naquele local. Vai a pontos turísticos, restaurantes conhecidos e bem conceituados, pega táxi e tá com o dindin que juntou no bolso, pronto para gastar.

Quando você vai preparado para morar em lugar, a realidade é bem diferente. Você também vai a pontos turísticos, talvez coma em restaurantes conhecidos e bem conceituados, e até mesmo pegue um táxi, mas também vai conhecer alguém nativo que vai te levar a uma cafeteria que você nunca ouviu falar, vai descobrir com alguns amigos um barzinho atrás de uma loja, vai andar tanto naquelas ruas a ponto de conseguir dizer para aquele seu amigo que te ligou meio perdido no meio da noite o caminho para o ponto de ônibus mais próximo, até mesmo vai aprender gírias e se adaptar aos costumes daqueles que nasceram lá. É uma coisa meio louca, em pouquíssimo tempo você se sente parte daquele lugar. E mesmo quando você conhece alguma cidade em uma viagem, e pensa que aquele é o seu lugar (tipo quando eu fui a Disneyland pela primeira vez), você nunca vai saber como é se sentir -mesmo- parte daquele local, até tê-lo na rotina, até tê-lo como casa.

Aí está o repost das diferenças entre morar em Coral Springs e Oxford. Tudo levando em consideração o que eu conheci dos dois lugares pelos olhos de quem mora lá, e não apenas pelos olhos de um turista. Espero que gostem! E Marina, mais uma vez obrigada pela oportunidade!

##### REPOST!

Fonte: #PapoViajante: Oh Dúvida Cruel – High School nos EUA ou Inglaterra? TOP 7 Prós e Contras

“”Olá viajantes!

Tudo bom?

Quanto o assunto é intercâmbio para aperfeiçoamento da língua inglesa a primeira pergunta é: Qual o destino escolher! Entre os mais populares, no topo da lista sempre estão a Terra do Tio Sam e a Terra da Rainha.Entre os argumentos de quem prefere Inglaterra temos berço da língua inglesa, localização no centro da Europa….Já para os EUA, temos entretenimento, compras.

E como essa dúvida está sempre presente especificamente quando falamos de High School (Colegial no Exterior), para ajudar nessa árdua escolha, convidei a Giovana (ou, para os amigos Gika!) uma cliente muito querida do STB Recife que tomou uma decisão bem inteligente quando difiniu seus planos de High School. ao invés de fazer 1 ano acadêmico em um só país, ela optou por ter uma vivência em ambos e, assim, fazer um semestre nos EUA e depois um semestre na Inglaterra. Perfeito né?

Por isso, ninguém melhor do que ela para falar sobre as diferenças entre os programas de High School que ela vivenciou nestes dois países, então, como a palavra,  Gika:

“Nesse post vou falar do que conheci dos Estados Unidos e da Inglaterra como intercambista, e não como turista. Tem uma diferença enorme entre morar em um lugar, e apenas visitá-lo. Como morei em dormitório nos EUA e em casa de família na Inglaterra, resultou em uma diferença ainda maior no que eu pude conhecer dos dois lugares. Já que, na Flórida eu vivia sob regras do colégio no quesito de ter liberdade para sair e viajar, ao contrário de Oxford.

Cada lugar tem seus prós e contras. Quando levados em consideração, então, podemos ver quais os prós que disfarçam os contras, de acordo com nossas preferências. Sempre achei que os Estados Unidos fazia mais meu estilo; devido ao clima, Disney, compras e afins, mas soube que estava errada quando coloquei os pés no continente Europeu pela primeira vez, em 2009. Havia algo lá que combinava muito mais comigo, e até então, eu não sabia dizer muito bem o que.

1. Cultura

Coral Springs(Flórida) pude perceber que se trata de uma cidade não muito histórica, nada de museus, prédios antigos ou coisa do tipo. Pelo contrário, é tudo bastante novo, casas bem conservadas com terraços verdes e seus jardins bem cuidados, e crianças constantemente apareciam brincando em frente as suas casas. Diferentemente desse estilo de vida e cidade, Oxford me fez parecer como se eu estivesse num livro de história. Museus com entradas gratuitas, parques, estudantes andando pela cidade com suas bicicletas geram uma grande influência, para quem visita ou mora na cidade, em seguir esse estilo de vida. O que me impressionou bastante é que o público do museu vai de excursões de escolas à pessoas mais velhas. As faculdades, que mais me pareceram castelos, são antigas, porém muito bem conservadas e a grande maioria abre suas portas nos Open days (um dia aberto para visitantes conhecerem o campus). Sem contar que, assim como os museus, a entrada é gratuita (no máximo, pedem para você fazer uma doação de qualquer quantia), o que estimula e ajuda os jovens adultos a escolherem ou almejarem entrar em certa
faculdade. E isso é uma coisa que eu admiro bastante na Inglaterra. Os jovens são muito motivados a buscarem aprender mais do lugar de onde vivem, podendo ir a museus e ver de perto, por exemplo, uma certa obra de arte que estão estudando no colégio. Como diria minha mãe, torna tudo bem mais “real”.

2. “Só mais 5 minutinhos!” – Clima

Não poderia deixar de mencionar a diferença entre o clima dos dois lugares. É do ser humano nunca estar satisfeito, se tem praia, quer neve; se tem inverno, quer verão. Minha temporada na Inglaterra começou no início do outono (minha estação preferida) e pegou um pouquinho do inverno, então o tempo estava relativamente frio. Para quem veio de um lugar com temperaturas médias
de 30 graus, pegar 10 graus –ou menos, queria enfatizar isso- pela manhã e ter que ir andando pro colégio não era nada emocionante, ao menos era o que eu achava até voltar pro Brasil. Afinal, quem já morou em lugar frio, sabe o que é lutar por 5 minutinhos a mais debaixo das cobertas antes de se levantar para ir ao colégio. Por causa do tempo frio e imprevisível, era
raro ver crianças brincando nas ruas de Oxford, ao contrário dos EUA, já que eu fui no verão ensolarado da Flórida. No quesito tempo, não tem como negar que os Estados Unidos me ganhou com seus dias quentes e, nos finais de semana, acompanhados de praia.

3. Cinema X Teatro

Os EUA é mundialmente conhecido pela sua produção de filmes, já a Inglaterra, assim como boa parte da Europa, é conhecida pelas suas peças teatrais (não que os EUA também não seja). Mas diferentemente da Inglaterra, onde assisti à peças; entre
elas Once e Mamma Mia, na Flórida costumava ir assistir filmes com meus amigos. Senti a diferença, pois nos EUA a programação certa do final de semana era a ida ao cinema, e mesmo tendo frequentado algumas vezes em Oxford também, percebi que ir ao teatro fazia mais o estilo dos britânicos. 

4. “Só vou provar, afinal, não sei quando vou ter a oportunidade de comer isso de novo” – Comida

Uma coisa inadimissível na Inglaterra é estragar comida, coisa que todo intercambista devia saber antes de ir pra lá: coloque no prato apenas aquilo que realmente vai comer. Já na Flórida, é tudo bastante farto. É normal pedir um prato individual no restaurante e conseguir dividir com uma pessoa ou até mesmo duas. Sem falar nas redes de Fast Food dos EUA, onde se tem mil e uma opções para comer hot-dog, hambúrguer com batata frita e tomar milkshake. Na Inglaterra, o típico Fast Food é o prato queridinho dos britânicos: Fish & Chips, que se trata de um peixe empanado acompanhado de batata frita. No geral acho a comida dos Estados Unidos mais saborosa, porém mais gordurosa.

 

5. “Quem converte não se diverte” – Consumismo

Frase bastante conhecida pelos intercambistas, afinal, quem é que nunca deixou de converter, seja por esquecimento ou por falta de vontade de encarar a realidade? Sem dúvida, na Flórida as pessoas me pareceram bem mais consumistas, seja pelos shoppings/outlets com muitos “leve 3, pague 2″ como pelas mais variadas opções. Na Inglaterra, os shoppings centers se encontram em “cidades grandes”, já nas pequenas é mais comum se ter algumas galerias, que muitas vezes são consideradas shoppings pelos nativos, e lojas espalhadas pelas ruas. Sem falar que, para nós brasileiros, na maioria das vezes não vale a pena pagar por certos produtos devido ao valor da libra. Então no quesito consumismo, segura o cartão se seu destino for EUA! 

6. Pessoas

O colégio em que estudei na Flórida era muito grande, e talvez seja por isso que tinha tantos “grupinhos”, o que de certo modo me permitia ver tudo de longe: as fofocas, a falsidade e afins. Muitas vezes, os americanos me pareceram infantis em alguns aspectos, portanto, me juntei a 3 brasileiras e algumas intercâmbistas do meu dormitório e fiz o meu grupo, que tinha lá suas fofocas e confusões, mas sempre foi muito unido, tanto que mantenho contato com a maioria até hoje. Já na Inglaterra, estudei em colégio com alunos internacionais, sem nenhum britânico pra contar história. Conheci alguns no meio da rua, entre uma festa e uma Mc Donalds pós festa, ou entre uma parada de ônibus e uma informação de quem estava perdidinha. E quero saber: quem foique disse que os britânicos são chatos? Talvez mais reservados, mas acho errado eles terem essa fama por aí. Bart, meu host father, era britânico e muito envergonhado, mas bastante atencioso, sempre puxava uma conversa na hora do jantar. Amy, minha host grandmother e também britânica, falava pelos cotovelos! Ambos me deixaram uma boa impressão sobre os britânicos, sem falar de alguns dos meus professores. 

7. Transporte público

Na Flórida, como já disse antes, morei em dormitório, o que me impedia de simplesmente sair e pegar um ônibus/metrô/trem. Ia para o colégio naqueles ônibus amarelos (bem filme), e se precisasse sair para algum lugar, a minha Dorm Parent me
levava no carro do dormitório. Já na Inglaterra, eu ia para o colégio a pé, pegava ônibus para ir para o City Centre, metrô ou ônibus para viajar e também tinha a opção de pegar um trem. Perdi as contas de quantas vezes perdi um ônibus, ou peguei o errado, até mesmo quantas vezes me distrai e tive que sair na parada seguinte. Acredito que foi importante ter um pouco da minha liberdade “perdida” nos EUA para dar valor a pequenas coisas, como pegar um ônibus, na Inglaterra. Sem falar que é uma realidade bem diferente da minha vida em Recife, o que acredito ser um dos principais fatores que me fazem achar essa experiência tão cativante e renovadora. A liberdade, a segurança e a praticidade de poder usar um transporte público sem ter medo de que aconteça alguma coisa. 

Para finalizar, as duas experiências foram incríveis. Uma sem a outra não faria tanto sentido, e não me faria ter crescido tanto interiormente. Morar nos EUA foi ao mesmo tempo intrigante e esclarecedor. Intrigante por viver sob muitas regras do colégio, que me tiravam do sério as vezes, por eu ter me iludido em relação a várias amizades que julguei serem verdadeiras, por ter
vivenciado fofoquinhas que eu só via em filmes de high school americano e tudo mais. Esclarecedor porque esses limites que me foram impostos me fizeram crescer muito mais do que em qualquer outro intercâmbio. Por isso repito que não seria a mesma coisa na Inglaterra se eu ainda não tivesse aprendido tudo que aprendi nos EUA. Morar na Inglaterra foi uma aventura e confirmação. Confirmação de tudo que aprendi na Flórida em relação aos amigos, família, colégio e sobre a vida no geral. E aventura por tudo novo que aprendi me virando sozinha pela cidade, ou em viagens com amigos, conversas com minha host family (que foi uma aventura só pelo fato de ter vivido lá. Quem diria que meus pais deixariam eu morar em outra casa, com outra família. E que eu seria tão bem recebida, a ponto de me sentir parte da família). Então, seja lá qual for o seu destino, faça seu intercâmbio valer a pena: se perca, viaje, faça amigos, cresça e viva cada segundo como se fosse o último. Giovana Brito”

E aí gostaram? Eu adorei! Nas minhas andanças como intercambista, fiz dois intercâmbios na Inglaterra e dois intercâmbios nos EUA e gosto muito dos dois países(no entanto confesso que assim como Gika tenho uma “quedinha” pela Inglaterra) porém, isso definitivamente não é uma regra, sempre terão pessoas que preferem os EUA e outras que realmente vão preferir a Inglaterra. O bom mesmo é que indepedente do destino, uma certeza: você sempre volta diferente e melhor de cada viagem!  Aproveitando, para acompanhar as andanças da Gika muito afora, recomendo demais também acompanhar o blog dela: www.blogthenextstop.wordpress.com

Bjs e até a próxima viagem!

Marina.””