No BUS STOP com: Liana Soares

Um dia enquanto lia um blog ou outro sobre viagens, me deparei com o Ela é americana, que logo me chamou atenção!

Li vários posts interessantes sobre como é morar na Suiça, viagens pela Europa e muitas curiosidades sobre a vida local.

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Localização: Thun

Liana, autora do blog, nasceu no Rio de Janeiro, e até morou em terras Nordestinas, mas desde 2009 (7 anos!) mora na Suiça. Por seu blog fugir do convencional (diário de intercâmbio), tive a ideia de fazer um No BUS STOP com ela.

Afinal, Liana foi muito além de um simples intercâmbio de alguns meses. Fez as malas e foi atrás dos seus sonhos lá na Suiça! Hoje ela trabalha, viaja (muito) e é mãe. Quem ai também está curioso para saber mais sobre sua mudança para Suiça?

1. O que te fez largar tudo aqui no Brasil e ir morar na Suiça? Quais foram as maiores dificuldades?

Eu sempre gostei de idiomas e de desafios. Quando estive na Europa pela primeira vez numa viagem em 2004, coloquei na minha cabeça que queria voltar para morar por minha conta própria. Eu estudava Alemão na época e meu objetivo era conseguir um emprego na Alemanha. Terminou sendo Suíça. Além da minha motivação natural, eu estava desmotivada com a vida no Brasil, qualidade de vida, falta de segurança, tinha sido assaltada. Então estava 100% disposta pro que aparecesse. Não foi fácil, mas consegui um emprego na minha área aqui. O choque cultural já era esperado mas sem dúvida foi uma grande experiência (ainda é) e a maior dificuldade também. O dia a dia em outro idioma, outra cultura, outras regras que você não conhece bem, esse sim é o maior desafio. Mais até que o próprio trabalho em si.

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Localização: Rheinfelden

2. Comparando o custo e qualidade de vida aí e aqui no Brasil, o que mais te surpreendeu?

Como realmente a qualidade de vida faz diferença na minha vida. A partir do momento que eu comecei a me acostumar com essa qualidade de vida que tenho aqui, vi o quanto me tornei mais tranquila, mais satisfeita com a vida, e o quanto aquela inquietação que me afobava no Brasil enfim se aquietou. Quanto ao custo, realmente aqui na Suíça é outra perspectiva. O que no Brasil é natural e óbvio como frutas “exóticas” e produtos nacionais, aqui esses são os importados. Porém eu cresci tomando guaraná, comendo pão de queijo, comendo mamão, e aqui tenho que pagar o triplo pra ter esses produtos. “

3. Quais foram as primeiras impressões ao chegar na Suiça e o que mudou depois de um tempo morando aí?

“As primeiras impressões na Suíça foram de um país extremamente organizado, limpo, severo nas leis e onde o chique e elegante é ser natural, simples. Quebrei vários pré-conceitos, aprendi coisas que não cabem nem nessa entrevista. Eu me deslumbrei com a Suíça, as paisagens, as montanhas, e ainda continuo me deslumbrando aliás. O que mudou não foi isso, aliás acho que esse deslumbramento nunca vai mudar. O que mudou foram outras coisas, eu mudei, e mudei também a visão do país, da cultura, que ao chegar aqui era muito curta, restrita, eu não sabia de quase nada da vida aqui. E ao viver aqui aprendi o jeito de viver aqui e aí sim, conhecendo mais, a gente muda um pouco a opinião, e por outro lado, termina adquirindo alguns hábitos suíços sem perceber, como entrar em casa sem sapatos, desejar “bom apetite” antes de comer, etc.

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Localização: Zürich

A Suíça é lindíssima, sem dúvida. Amo morar aqui. Mas como todo país tem seus defeitos, e esses eu fui enxergando ao longo do tempo. Fiquei muito feliz de conseguir enxergar o lado ruim da Suíça, pra não achar que aqui é o melhor lugar do mundo e poder pesar os dois lados. Alguns fatores que eu não enxergava antes aqui na vida na Suíça e que hoje eu os enxergo são por exemplo: o preconceito e racismo, a opinião sobre o inverno, frio e falta de sol, a questão do suicídio e a frieza das pessoas. 

4. Você já se sentia independente ao tomar a decisão de morar fora, ou acha que ganhou essa independência com o tempo?

Eu já me sentia muuuuitoooo independente! hahahaha. Bom, eu já morava sozinha em Recife há 9 anos e meio quando vim pra Suíça em 2009. Já tinha feito intercâmbio nos EUA. Ou seja, eu sabia me virar em algumas situações. Claro que “se virar” no Brasil “é fácil” com tudo no seu idioma e com pessoas que agem da mesma forma que você e que a cultura e as leis são naturais pra você. Se virar em um lugar totalmente diferente é outro patamar de independência, então hoje, com quase 7 anos de Suíça, e ainda com um filho pra criar, me considero uma mulher muito safa!
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Liana e seu filho Edi em Rapperswil

5. Quais são os conselhos que você daria para quem também quer largar tudo e ir ganhar a vida mundo afora?

“Acho que é fundamental não agir por impulso. Sair do Brasil não é a resolução dos problemas, e não é todo mundo que tá preparado pra encarar tamanho desafio não. Acredito que mudar de país (pra sempre) é mudar de vida, estar disposto a aceitar muita coisa, mudar seu estilo de vida. No meu caso, eu planejei minha vinda por anos, e era realmente o que eu precisava. Não planejo sair daqui por enquanto e não trocaria minha experiência por nada nesse mundo. O quanto aprendi aqui nenhuma escola ensina. Sem dúvida é uma experiência única e incrível. Mesmo que seja uma estadia temporária, é importante pesar tudo tudo tudo. Todos os fatores que pesam na sua vida no Brasil e imaginar como eles funcionariam fora.

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Localização: Château de Chillon, Lago Genebra


Pesquisar muito, ler blogs, tem muito conteúdo bom por aí. E no fundo, só você vai sentir se é realmente isso. Se for, vai fundo.

E ai? Também ficou com vontade de largar tudo e ir ganhar a vida em outro lugar? Corre pra dar uma lidinha no Ela é Americana, que contém ainda mais informações sobre como foi todo o processo de ida, adaptação e muito mais!

E aqui vão meus agradecimentos, mais uma vez, a Liana, por ter topado fazer essa entrevista e contar um pouco mais sobre sua vida de maneira tão aberta e espontânea!

Até a próxima.

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Terra do Tio Sam X Terra da Rainha

Olá pessoal, 3 semanas atrás saiu o post que eu escrevi para o blog de Marina Motta (clica aqui para ler mais sobre seu livro). Era uma coisa que eu queria compartilhar com vocês também, e algo que muita gente me pergunta: quais são as diferenças entre morar nos EUA e na Inglaterra.

Um ponto que vale destacar é que há uma diferença enorme entre morar em lugar (mesmo que por 4/5 meses) e apenas visitá-lo. Primeiro porque quando você visita um lugar, não necessariamente vê de perto o que é o dia a dia de quem mora naquele local. Vai a pontos turísticos, restaurantes conhecidos e bem conceituados, pega táxi e tá com o dindin que juntou no bolso, pronto para gastar.

Quando você vai preparado para morar em lugar, a realidade é bem diferente. Você também vai a pontos turísticos, talvez coma em restaurantes conhecidos e bem conceituados, e até mesmo pegue um táxi, mas também vai conhecer alguém nativo que vai te levar a uma cafeteria que você nunca ouviu falar, vai descobrir com alguns amigos um barzinho atrás de uma loja, vai andar tanto naquelas ruas a ponto de conseguir dizer para aquele seu amigo que te ligou meio perdido no meio da noite o caminho para o ponto de ônibus mais próximo, até mesmo vai aprender gírias e se adaptar aos costumes daqueles que nasceram lá. É uma coisa meio louca, em pouquíssimo tempo você se sente parte daquele lugar. E mesmo quando você conhece alguma cidade em uma viagem, e pensa que aquele é o seu lugar (tipo quando eu fui a Disneyland pela primeira vez), você nunca vai saber como é se sentir -mesmo- parte daquele local, até tê-lo na rotina, até tê-lo como casa.

Aí está o repost das diferenças entre morar em Coral Springs e Oxford. Tudo levando em consideração o que eu conheci dos dois lugares pelos olhos de quem mora lá, e não apenas pelos olhos de um turista. Espero que gostem! E Marina, mais uma vez obrigada pela oportunidade!

##### REPOST!

Fonte: #PapoViajante: Oh Dúvida Cruel – High School nos EUA ou Inglaterra? TOP 7 Prós e Contras

“”Olá viajantes!

Tudo bom?

Quanto o assunto é intercâmbio para aperfeiçoamento da língua inglesa a primeira pergunta é: Qual o destino escolher! Entre os mais populares, no topo da lista sempre estão a Terra do Tio Sam e a Terra da Rainha.Entre os argumentos de quem prefere Inglaterra temos berço da língua inglesa, localização no centro da Europa….Já para os EUA, temos entretenimento, compras.

E como essa dúvida está sempre presente especificamente quando falamos de High School (Colegial no Exterior), para ajudar nessa árdua escolha, convidei a Giovana (ou, para os amigos Gika!) uma cliente muito querida do STB Recife que tomou uma decisão bem inteligente quando difiniu seus planos de High School. ao invés de fazer 1 ano acadêmico em um só país, ela optou por ter uma vivência em ambos e, assim, fazer um semestre nos EUA e depois um semestre na Inglaterra. Perfeito né?

Por isso, ninguém melhor do que ela para falar sobre as diferenças entre os programas de High School que ela vivenciou nestes dois países, então, como a palavra,  Gika:

“Nesse post vou falar do que conheci dos Estados Unidos e da Inglaterra como intercambista, e não como turista. Tem uma diferença enorme entre morar em um lugar, e apenas visitá-lo. Como morei em dormitório nos EUA e em casa de família na Inglaterra, resultou em uma diferença ainda maior no que eu pude conhecer dos dois lugares. Já que, na Flórida eu vivia sob regras do colégio no quesito de ter liberdade para sair e viajar, ao contrário de Oxford.

Cada lugar tem seus prós e contras. Quando levados em consideração, então, podemos ver quais os prós que disfarçam os contras, de acordo com nossas preferências. Sempre achei que os Estados Unidos fazia mais meu estilo; devido ao clima, Disney, compras e afins, mas soube que estava errada quando coloquei os pés no continente Europeu pela primeira vez, em 2009. Havia algo lá que combinava muito mais comigo, e até então, eu não sabia dizer muito bem o que.

1. Cultura

Coral Springs(Flórida) pude perceber que se trata de uma cidade não muito histórica, nada de museus, prédios antigos ou coisa do tipo. Pelo contrário, é tudo bastante novo, casas bem conservadas com terraços verdes e seus jardins bem cuidados, e crianças constantemente apareciam brincando em frente as suas casas. Diferentemente desse estilo de vida e cidade, Oxford me fez parecer como se eu estivesse num livro de história. Museus com entradas gratuitas, parques, estudantes andando pela cidade com suas bicicletas geram uma grande influência, para quem visita ou mora na cidade, em seguir esse estilo de vida. O que me impressionou bastante é que o público do museu vai de excursões de escolas à pessoas mais velhas. As faculdades, que mais me pareceram castelos, são antigas, porém muito bem conservadas e a grande maioria abre suas portas nos Open days (um dia aberto para visitantes conhecerem o campus). Sem contar que, assim como os museus, a entrada é gratuita (no máximo, pedem para você fazer uma doação de qualquer quantia), o que estimula e ajuda os jovens adultos a escolherem ou almejarem entrar em certa
faculdade. E isso é uma coisa que eu admiro bastante na Inglaterra. Os jovens são muito motivados a buscarem aprender mais do lugar de onde vivem, podendo ir a museus e ver de perto, por exemplo, uma certa obra de arte que estão estudando no colégio. Como diria minha mãe, torna tudo bem mais “real”.

2. “Só mais 5 minutinhos!” – Clima

Não poderia deixar de mencionar a diferença entre o clima dos dois lugares. É do ser humano nunca estar satisfeito, se tem praia, quer neve; se tem inverno, quer verão. Minha temporada na Inglaterra começou no início do outono (minha estação preferida) e pegou um pouquinho do inverno, então o tempo estava relativamente frio. Para quem veio de um lugar com temperaturas médias
de 30 graus, pegar 10 graus –ou menos, queria enfatizar isso- pela manhã e ter que ir andando pro colégio não era nada emocionante, ao menos era o que eu achava até voltar pro Brasil. Afinal, quem já morou em lugar frio, sabe o que é lutar por 5 minutinhos a mais debaixo das cobertas antes de se levantar para ir ao colégio. Por causa do tempo frio e imprevisível, era
raro ver crianças brincando nas ruas de Oxford, ao contrário dos EUA, já que eu fui no verão ensolarado da Flórida. No quesito tempo, não tem como negar que os Estados Unidos me ganhou com seus dias quentes e, nos finais de semana, acompanhados de praia.

3. Cinema X Teatro

Os EUA é mundialmente conhecido pela sua produção de filmes, já a Inglaterra, assim como boa parte da Europa, é conhecida pelas suas peças teatrais (não que os EUA também não seja). Mas diferentemente da Inglaterra, onde assisti à peças; entre
elas Once e Mamma Mia, na Flórida costumava ir assistir filmes com meus amigos. Senti a diferença, pois nos EUA a programação certa do final de semana era a ida ao cinema, e mesmo tendo frequentado algumas vezes em Oxford também, percebi que ir ao teatro fazia mais o estilo dos britânicos. 

4. “Só vou provar, afinal, não sei quando vou ter a oportunidade de comer isso de novo” – Comida

Uma coisa inadimissível na Inglaterra é estragar comida, coisa que todo intercambista devia saber antes de ir pra lá: coloque no prato apenas aquilo que realmente vai comer. Já na Flórida, é tudo bastante farto. É normal pedir um prato individual no restaurante e conseguir dividir com uma pessoa ou até mesmo duas. Sem falar nas redes de Fast Food dos EUA, onde se tem mil e uma opções para comer hot-dog, hambúrguer com batata frita e tomar milkshake. Na Inglaterra, o típico Fast Food é o prato queridinho dos britânicos: Fish & Chips, que se trata de um peixe empanado acompanhado de batata frita. No geral acho a comida dos Estados Unidos mais saborosa, porém mais gordurosa.

 

5. “Quem converte não se diverte” – Consumismo

Frase bastante conhecida pelos intercambistas, afinal, quem é que nunca deixou de converter, seja por esquecimento ou por falta de vontade de encarar a realidade? Sem dúvida, na Flórida as pessoas me pareceram bem mais consumistas, seja pelos shoppings/outlets com muitos “leve 3, pague 2″ como pelas mais variadas opções. Na Inglaterra, os shoppings centers se encontram em “cidades grandes”, já nas pequenas é mais comum se ter algumas galerias, que muitas vezes são consideradas shoppings pelos nativos, e lojas espalhadas pelas ruas. Sem falar que, para nós brasileiros, na maioria das vezes não vale a pena pagar por certos produtos devido ao valor da libra. Então no quesito consumismo, segura o cartão se seu destino for EUA! 

6. Pessoas

O colégio em que estudei na Flórida era muito grande, e talvez seja por isso que tinha tantos “grupinhos”, o que de certo modo me permitia ver tudo de longe: as fofocas, a falsidade e afins. Muitas vezes, os americanos me pareceram infantis em alguns aspectos, portanto, me juntei a 3 brasileiras e algumas intercâmbistas do meu dormitório e fiz o meu grupo, que tinha lá suas fofocas e confusões, mas sempre foi muito unido, tanto que mantenho contato com a maioria até hoje. Já na Inglaterra, estudei em colégio com alunos internacionais, sem nenhum britânico pra contar história. Conheci alguns no meio da rua, entre uma festa e uma Mc Donalds pós festa, ou entre uma parada de ônibus e uma informação de quem estava perdidinha. E quero saber: quem foique disse que os britânicos são chatos? Talvez mais reservados, mas acho errado eles terem essa fama por aí. Bart, meu host father, era britânico e muito envergonhado, mas bastante atencioso, sempre puxava uma conversa na hora do jantar. Amy, minha host grandmother e também britânica, falava pelos cotovelos! Ambos me deixaram uma boa impressão sobre os britânicos, sem falar de alguns dos meus professores. 

7. Transporte público

Na Flórida, como já disse antes, morei em dormitório, o que me impedia de simplesmente sair e pegar um ônibus/metrô/trem. Ia para o colégio naqueles ônibus amarelos (bem filme), e se precisasse sair para algum lugar, a minha Dorm Parent me
levava no carro do dormitório. Já na Inglaterra, eu ia para o colégio a pé, pegava ônibus para ir para o City Centre, metrô ou ônibus para viajar e também tinha a opção de pegar um trem. Perdi as contas de quantas vezes perdi um ônibus, ou peguei o errado, até mesmo quantas vezes me distrai e tive que sair na parada seguinte. Acredito que foi importante ter um pouco da minha liberdade “perdida” nos EUA para dar valor a pequenas coisas, como pegar um ônibus, na Inglaterra. Sem falar que é uma realidade bem diferente da minha vida em Recife, o que acredito ser um dos principais fatores que me fazem achar essa experiência tão cativante e renovadora. A liberdade, a segurança e a praticidade de poder usar um transporte público sem ter medo de que aconteça alguma coisa. 

Para finalizar, as duas experiências foram incríveis. Uma sem a outra não faria tanto sentido, e não me faria ter crescido tanto interiormente. Morar nos EUA foi ao mesmo tempo intrigante e esclarecedor. Intrigante por viver sob muitas regras do colégio, que me tiravam do sério as vezes, por eu ter me iludido em relação a várias amizades que julguei serem verdadeiras, por ter
vivenciado fofoquinhas que eu só via em filmes de high school americano e tudo mais. Esclarecedor porque esses limites que me foram impostos me fizeram crescer muito mais do que em qualquer outro intercâmbio. Por isso repito que não seria a mesma coisa na Inglaterra se eu ainda não tivesse aprendido tudo que aprendi nos EUA. Morar na Inglaterra foi uma aventura e confirmação. Confirmação de tudo que aprendi na Flórida em relação aos amigos, família, colégio e sobre a vida no geral. E aventura por tudo novo que aprendi me virando sozinha pela cidade, ou em viagens com amigos, conversas com minha host family (que foi uma aventura só pelo fato de ter vivido lá. Quem diria que meus pais deixariam eu morar em outra casa, com outra família. E que eu seria tão bem recebida, a ponto de me sentir parte da família). Então, seja lá qual for o seu destino, faça seu intercâmbio valer a pena: se perca, viaje, faça amigos, cresça e viva cada segundo como se fosse o último. Giovana Brito”

E aí gostaram? Eu adorei! Nas minhas andanças como intercambista, fiz dois intercâmbios na Inglaterra e dois intercâmbios nos EUA e gosto muito dos dois países(no entanto confesso que assim como Gika tenho uma “quedinha” pela Inglaterra) porém, isso definitivamente não é uma regra, sempre terão pessoas que preferem os EUA e outras que realmente vão preferir a Inglaterra. O bom mesmo é que indepedente do destino, uma certeza: você sempre volta diferente e melhor de cada viagem!  Aproveitando, para acompanhar as andanças da Gika muito afora, recomendo demais também acompanhar o blog dela: www.blogthenextstop.wordpress.com

Bjs e até a próxima viagem!

Marina.””

Eles não estão tão afim assim

Convencer os pais a te deixar fazer um intercâmbio além de ser a primeira etapa, é na maioria das vezes, o primeiro problema também. As vezes porque não conseguem te imaginar fora do controle deles, ou talvez porque eles têm medo que você não consiga se virar, talvez por acharem que vão gastar um valor muito mais alto do que realmente podem gastar, ou até mesmo por alguma história que escutaram -ou vivenciaram- sobre uma experiência ruim no intercâmbio. Então aqui vai a listinha do que fazer quando seus pais não estão tão afim assim de deixar você fazer um intercâmbio:

1. Mostre que você é responsável e está pronto para “se virar” mundo a fora.

A primeira etapa é mostrar que você sabe se virar. É um período de teste pré intercâmbio em que tudo de errado que você faz ganha uma proporção bem maior, e tudo de certo -que você sempre fez, como um filho exemplar– têm que ser ressaltado quando for convencê-los. A questão é que, você tem que se mostrar, por tempo indeterminado, o filho mais responsável e obediente do mundo. Daqueles que adoram colocar a mesa, lavar a louça, pegar água para a mãe, preparar um jantar especial pra família, arrumar a cama e lavar/separar as roupas sujas. Cada detalhe pode e deve ser usado ao seu favor na hora de argumentar, então “mãos na massa” e muita paciência!

2. Procure saber quais são as agências de viagem que oferecem o melhor atendimento e preparação.

O que você deve incluir na sua busca pela agência deve ser o apoio que eles te oferecem, principalmente quando você estiver fora; organização e preparação de quem vai organizar sua viagem são fundamentais. Procure indicações e avaliações de clientes das agências. Veja as informações que eles te fornecem em relação aos cursos, e não se esqueça de ver se no pacote eles oferecem a assistência médica internacional.

No meu caso, escolhi a  STB (clica aqui), que se mostrou bastante atenta aos mínimos detalhes para que tudo ocorresse bem, faço questão de indicar a agência, que mesmo de longe, me ofereceu apoio integral em tudo que precisei. 

3. Se o problema for o valor, pegue uma lista dos lugares mais baratos ou tente uma bolsa de estudos. 

O pessoal da agência pode te passar todas as informações sobre o lugar que oferece o melhor custo beneficio, de acordo com as suas preferências. Nas minhas pesquisas, vi frequentemente lugares como Malta, Salamanca, Chile e Canadá por um precinho bom. Procurando por aqui, achei esse blog que da umas dicas bem legais para uma viagem barata. Da uma olhadinha 7 dicas para um intercâmbio barato.

Achei também os melhores sites da vida vão ser grandes aliados na hora de escolher o destino:

⇒ no Numbeo basta colocar a cidade desejada e ele te informa a qualidade de vida, serviços de saúde, nível de criminalidade, trânsito e várias outras coisas.

⇒ no Expatistan, você pode comparar a cidade que você mora, com outras milhares de cidades do mundo. Te da uma noção do quanto seu custo de vida vai aumentar ou diminuir no próximo destino. Já amei, e fiz várias comparações hahaha.

4. Mostre vídeos e fotos de pessoas que fizeram intercâmbio.

Essa dica é infalível! Sempre rola aquela conversinha “olha QUE legal mãe, meu sonho fazer isso também!” “queria muito ter oportunidade de fazer isso um dia, fulana disse que é a melhor coisa do mundo!” e por aí vai. Procurei alguns vídeos já para ajudar, porque essa etapa é fundamental:

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Excursão com o colégio para Wales, Inglaterra.

 

ps: tudo bem que é vídeo de pessoas que viajaram o mundo todo, mas juro que serve hahaha impossível seus pais não se animarem com você quando assistirem.

5. Intercâmbio é, acima de tudo, um investimento.

Esse investimento não é só na carreira profissional, mas também na sua vida. Viver com diferentes culturas vai fazer de você uma pessoa mais paciente, mais madura e até mesmo mais “vivida” -como diria minha mãe- no sentido de lidar com pessoas que têm uma cultura totalmente diferente da sua e muitas vezes, fazer delas grandes amigos. E tudo isso vai muito além de dinheiro.

BOA SORTE!

Coincidências da vida + blog inspiração

Semana passada estava numa festa com uns amigos quando uma menina me abordou, disse ter lido o The Next Stop e que também tinha um blog sobre viagens. Trocamos algumas palavras e quando cheguei em casa tive a chance de conferir seu blog, fiquei apaixonada por cada coisa ali compartilhada, me deu aquela vontadezinha extra de viajar. Além do blog e a paixão por viagens, também temos em comum o amor pela Inglaterra, devido ao fato de que nós duas já moramos em Oxford. Quando soube de tudo isso não pude acreditar que tinha alguém com tanta coisa em comum comigo por ai.
img_8578A autora do blog Apaixonada por viagens é Luíza Carneiro, a quem eu já agradeci por ter tomado a iniciativa de vir falar comigo e por ter me dado a oportunidade de conhecer seu blog. Fiz questão de pedir a sua permissão para divulgar o blog aqui porque quem também gosta de viajar, com certeza vai adorar o Apaixonada por Viagens.

“Sentir medo é normal, principalmente quando deixamos a nossa zona de conforto e vamos atrás de algo até então desconhecido. Fazer um intercâmbio, entrar em contato com culturas e pessoas completamente diferentes podem ser assustador, mas você não pode deixar que isso te impeça de ir atrás de novas aventuras, histórias e conhecimento. Afinal, não é todo dia, nem todo mundo, que tem a oportunidade de fazer um intercâmbio, e você vai desperdiçá-la por medo?”  E tá aí um dos meus trechos preferidos de um dos seus posts. Como Luiza disse, sentir medo é normal, mas o que vem em troca, compensa tudo! Intercâmbio é renovador, e só quem foi sabe o quão maravilhoso 1/6/12 meses longe pode te fazer ver tudo de maneira diferente e fazer de você uma pessoa melhor e madura. Corra atrás dos seus sonhos, e não deixe seu medo te impedir de ir longe e viver novas experiências.